Lembrança do Passado
Que saudade do tempo da roça me recordo com muita alegria
Me lembro do canto do galo e da linda barra do dia
Os porcos roncando no chiqueiro os passarinhos pelo pomar
Ouvia o canto do guacho do bem-te-vi e do sabia
A vaquinha massinha berrando meu velho pai indo trabalhar
Meu viver de criança na roça de saudade choro de lembrar
Lá no nosso córrego eu pescava traíra bagre e lambari
Nas paiada casei de bodoque inhambu e também juriti
Nosso cachorro velho de caça muitas coisas eu não esqueci
O primeiro violão Gianini que meu querido pai deu pra mim
Eu me lembro de um pé de paineira sua flor Roza cobria o chão
O sorriso da minha mãezinha esta em minha recordação
Não me esqueço da bola de meia que eu fazia pra gente jogar
Tenho saudade da professora que hoje eu venho reverenciar
Nosso fogão de lenha aceso cozinhado toicinho no feijão
Milho verde assado na brasa coalhada doce de mamão
Minha irmã levantava bem sedo pra socar arroz no pilão
No meus dias pra sempre ficarão a marca da satisfação
Lembro da brisa mansa da tarde o Sol si pondo ao entardece
A Lua brilhado no céu tenho razão pra não esquecer
O meu pai e a minha mãezinha e o motivo desse meu viver
Só que eles foi morar com Deus mais cumpriu aqui o seu dever
Hoje no meu mundo da lembrança meu diário eu tenho que ler
Meu passado e meu professor e com ele eu posso aprender
El recuerdo del pasado
Cuánto echo de menos el tiempo de la granja que recuerdo con gran alegría
Recuerdo la esquina del gallo y el hermoso bar del día
Los cerdos roncando en la pocilga Los pájaros a través del huerto
Escucha el canto del guacho del pozo que viste y conociste
El gatito de pasta gritando a mi viejo papá va a trabajar
La vida de mi hijo en el campo de la nostalgia llanto para recordar
En nuestro arroyo pesqué bagre y lambari traidores
En la paiada me casé bodoque inhambu y también juriti
Nuestro viejo perro de caza muchas cosas que no he olvidado
La primera guitarra Gianini que mi querido padre me dio
Recuerdo un pie de dosel su flor Roza cubrió el suelo
La sonrisa de mi mamá está en mi memoria
No me olvido de la pelota del calcetín que solía hacer para que jugáramos
Echo de menos al maestro que vengo a venerar hoy
Nuestra estufa de leña encendida cocida tomillo en frijoles
Cuajada de papaya dulce de maíz verde tostado
Mi hermana solía levantar muy sedoso para perforar arroz en la mano
En mis días para siempre será la marca de satisfacción
Recuerdo la suave brisa de la tarde el sol poniente al anochecer
La luna brillando en el cielo tengo razones para no olvidar
Mi padre y mi madre y la razón por la que viví
Sólo se fueron a vivir con Dios, pero cumplían su deber aquí
Hoy en mi mundo de la memoria mi diario tengo que leer
Mi pasado y mi maestro y de él puedo aprender