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Si las Estancias Terminan

Jairo Lambari Fernandes

Se as Estâncias Terminarem

Se as estâncias terminarem
Restará uma nostalgia
Existiram só lembranças
Num papel em poesia.

Não haverá mais no campo
Capataz e peão posteiro
Agregados, alambradores
A cozinheira e o caseiro.

Acabarão as tropilhas
A estirpe de um domador
Silenciarão os martelos
Na mão de um esquilador.

Por isso faço meu verso
De um jeito mais racional
Estas estâncias gaúchas
Lá cumprem função social.

Pois meu povo da fronteira
Gente campeira e de terra
Traz na alma uma estância
E não bandeiras de guerra.

Se as estâncias terminarem
Será tapera a mangueira
As tropas gordas de maio
Não cruzarão mais porteiras.

Pra onde irão os changueiros
Embolsadores de lã
Guasqueiros tradicionais
Sem o sonho do amanhã.

Si las Estancias Terminan

Si las estancias terminan
Quedará una nostalgia
Solo existirán recuerdos
En un papel convertidos en poesía.

Ya no habrá en el campo
Capataz ni peones
Agregados, alambradores
La cocinera y el casero.

Terminarán las tropillas
La estirpe de un domador
Callarán los martillos
En manos de un esquilador.

Por eso escribo mis versos
De manera más racional
Estas estancias gauchas
Cumplen una función social.

Porque mi gente de la frontera
Gente de campo y de tierra
Lleva en el alma una estancia
Y no banderas de guerra.

Si las estancias terminan
La manga será un lugar abandonado
Las tropas gordas de mayo
Ya no cruzarán las tranqueras.

¿A dónde irán los changueiros
Los que embolsan la lana?
Los guasqueros tradicionales
Sin el sueño del mañana.

Escrita por: Alex Silveira