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Elegia Para Um Poeta (à João Luiz Bandeira)
Calou-se o poeta.
Uma estrela apagou.
E a noite tão longa,
compôs um poema
tão terno, tão belo,
que o dia acordou.
Ficou tão sómente
um resto de canto.
Poesias dispersas
que órfãs ficaram.
Quedou-se o silêncio
com gosto de pranto.
Calou-se o poeta,
deixando saudades
que a morte não quiz.
Bandeira de sonhos,
silêncio de estrelas,
apenas João Luiz.
Elegía para un poeta (a João Luiz Bandeira)
El poeta se ha callado.
Una estrella se apagó.
Y la noche tan larga,
compuso un poema
tan tierno, tan bello,
que el día despertó.
Quedó solamente
un resto de canto.
Poesías dispersas
que quedaron huérfanas.
Permaneció el silencio
con sabor a llanto.
El poeta se ha callado,
dejando añoranzas
que la muerte no quiso.
Bandera de sueños,
silencio de estrellas,
solo João Luiz.
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