Solo dos Indigentes
Delyle,
Longe estás nessa estrada!
Jamais lutaremos juntos
Pelo que quer que seja.
Jamais precisarás
Compreender os meus defeitos
Ou me ajudar a corrigi-los.
Tampouco aceitar as minhas revoltas,
Opiniões,argumentos ou revoluções.
Jamais serei tua amiga,
Companheira nem qualquer
Outra coisa que se pense.
Nunca terei teu rosto
Em minhas mãos,
Não entrelaçarei
Meus dedos nos teus.
De maneira nenhuma
Caminharemos juntos em silêncio
Apenas tendo o coração
De alegria pleno
Por havermos nos encontrado.
Jamais serei tua amiga!
Nunca confiarás em mim!
Não precisarei te entender
Ou te aceitar do jeito que és.
Também não precisaremos nos preocupar
Com brigas ou meras discussões.
Delyle,
Eu só quero te dizer
Que eu não amo mais você,
Mas não tanto quanto
Odeio a amargura
Que faz crescer
A minha angústia.
Jamais sentarei ao teu lado
Muito menos
Em uma manhâ fria de inverno,
Não sorrirás para mim
E nunca te verei caminhar
Em Idaho sobre a pura neve,
Não encostarei minhas mãos
Na tua pele.
Em hipótese alguma
Dividiremos bons momentos,
Fotos de nós dois
Rindo juntos na neve
Jamais existirão.
Nunca admiraremos
Abraçados uma chuva,
E quando eu estiver doente
Não me ajudarás em nada!
E tudo isso é porque você foi embora
E me esqueceu,o passado morreu.
Delyle,
Somente a lua
Com sua luz incandescente
Se lembrará do meu cadáver
Sob o solo dos indigentes.
Solo dos Indigentes
Delyle,
¡Lejos estás en este camino!
Nunca lucharemos juntos
Por lo que sea.
Nunca tendrás
Que entender mis defectos
O ayudarme a corregirlos.
Tampoco aceptar mis rebeliones,
opiniones, argumentos o revoluciones.
Nunca seré tu amiga,
compañera ni nada
Que se parezca.
Nunca tendré tu rostro
En mis manos,
No entrelazaré
Mis dedos en los tuyos.
De ninguna manera
Caminaremos juntos en silencio
Solo teniendo el corazón
Lleno de alegría
Por habernos encontrado.
¡Nunca seré tu amiga!
¡Nunca confiarás en mí!
No necesitaré entenderte
O aceptarte tal como eres.
Tampoco tendremos que preocuparnos
Por peleas o simples discusiones.
Delyle,
Solo quiero decirte
Que ya no te amo,
Pero no tanto como
Odio la amargura
Que hace crecer
Mi angustia.
Nunca me sentaré a tu lado
Mucho menos
En una fría mañana de invierno,
No me sonreirás
Y nunca te veré caminar
En Idaho sobre la pura nieve,
No tocaré mis manos
En tu piel.
De ninguna manera
Compartiremos buenos momentos,
Fotos de nosotros dos
Riendo juntos en la nieve
Nunca existirán.
Nunca admiraremos
Abrazados una lluvia,
Y cuando esté enferma
¡No me ayudarás en nada!
Y todo esto es porque te fuiste
Y me olvidaste, el pasado murió.
Delyle,
Solo la luna
Con su luz incandescente
Recordará mi cadáver
Bajo el suelo de los indigentes.