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Capelinha da Estrada

Jandira e Jurema

Capelinha da Estrada

Quem passar naquela estrada
Lá pras bandas de Ouro Fino
De longe vê uma capela
Com o retrato de um menino

Ao lado de uma porteira
Tem uma casa de madeira
Ali nasceu e morreu
O Menino da Porteira

Todos nós quando nascemos
Traz um destino marcado
Uns vem pra morrer mocinho
Outros já velho cansado

Só Deus sabe o nosso fim
Ninguém pode adivinhar
A morte desse menino
Fez o mundo inteiro chorar

Hoje lá na capelinha
Muita gente já rezou
Fizeram até promessa
Pedindo em seu louvor

O Menino da Porteira
Com certeza se salvou
Hoje está no céu
Junto com Nosso Senhor

No sertão de Ouro Fino
Não se toca mais berrante
Foi jura de um boiadeiro
Que amava uma criança

Lá no mourão da porteira
Tem dois chifres assassino
Vingança de um boiadeiro
Pela morte de um menino

Capelinha da Estrada

Quien pase por esa carretera
Por los lados de Ouro Fino
A lo lejos ve una capilla
Con el retrato de un niño

Al lado de una tranquera
Hay una casa de madera
Allí nació y murió
El Niño de la Tranquera

Todos nosotros al nacer
Traemos un destino marcado
Unos vienen a morir jóvenes
Otros ya viejos cansados

Solo Dios sabe nuestro final
Nadie puede adivinar
La muerte de este niño
Hizo llorar al mundo entero

Hoy en la capillita
Mucha gente ya rezó
Incluso hicieron promesas
Pidiendo en su honor

El Niño de la Tranquera
Seguramente se salvó
Hoy está en el cielo
Junto a Nuestro Señor

En el sertón de Ouro Fino
Ya no se toca más el berrante
Fue juramento de un vaquero
Que amaba a un niño

En el poste de la tranquera
Hay dos cuernos asesinos
Venganza de un vaquero
Por la muerte de un niño

Escrita por: Jandira / João da Cruz