Tempestades Em Corpos D'Água
Quem vai dizer?
Quero entender
Questões atuais
Nada ancestrais
Quem foi que roubou
Toda essa paz?
Poluir não se faz!
Isso jamais!
Mares sagrados
Seguem tristonhos
Em silente reação
As Tempestades
Em corpos d'água
Que tamanha destruição!
Eu aqui dormindo
Talvez contribuindo
Veio o meu despertar
Que vontade de gritar!
Desde os navios
E todo o petróleo
Que foi derramado
E os mares contaminados!
Até detritos
Todos os lixos
Que nas águas puras
Foram depositados
Por seres humanos
Tão desumanos!
Sem a menor consciência!
Junto aos corruptos
Seres danosos
Ao declarar inocência
Preste muita atenção
Vem a conscientização
Todos somos culpados
Por tamanha arruinação!
Corpos das águas
Lutam em tempestades
Seres indefesos
Buscam a liberdade
Mundo de insanos
Que tremendo desengano
Tempos cruéis
Encare o seu revés!
Mas se você
Não é assim
Sinta a revolta
Que está em mim
Todos unidos
Das armas munidos
Lutaremos até o fim
E se você se importa
Abrace uma causa
Vamos proteger
Nosso verde
E nossas águas
Produtos químicos
E a sedimentação
Tudo reflete
Na própria destruição
O aquecimento
Roubando o oxigênio
Das nossas águas
E aos seres desolação
Comportamentos inaceitáveis
Como jogar lixo nas praias
Nem animais se portam assim
Só os humanos e suas laias
Chega de fingir
Não estar nem aí
Basta desta quietude
Mostre a sua atitude!
Poluições radioativas
Resíduos industriais
Patologias biológicas
A pesca predatória
Extinção de espécies
Exemplos ficam na memória
São registrados na história
Será possível
A restauração
Do filtro das nossas águas
Salvar o que resta da natureza
Apagando todas as suas mágoas?
A cada um de nós
Responsabilidade
Livrando a mãe natureza
Contra as terríveis potestades
Vamos parar
Refletir e agir
Vamos consertar
Os estragos por aqui
Urgentemente
Fixa isso em sua mente
Oceanos e mares
Rios correm tristemente
Será que o tempo vai perdoar
Por toda essa nossa demência?
Ou seremos todos seres perdidos
Rumo à total decadência?
Está comigo
Está contigo
Está conosco
Deixá-los fora do perigo
Storm In a Watercup
Who will say?
I want to know
These modern issues
Not ancient woes
Who stole away
All of this peace?
To pollute is no way!
This must cease!
Sacred seas
Are somber, forlorn
In silent response
The storms are born
In waters deep
The scars unfold
Such fierce destruction, bold
And here I sleep
Perhaps even contribute
But my awakening calls
I feel the urge to shout it all!
From ships of old
And all the oil spilled
Seas left tainted
Waters filled!
To the trash and waste
Scattered in pure streams
By human hands
In poisoned dreams
These human beings
So far from humane
With blind indifference
And endless disdain
Alongside the corrupt
So quick to feign
Innocence, denying the stain
Pay close heed
The reckoning's near—
We’re all to blame
For what’s left here!
Waters rage
In tempest wild
Helpless creatures
Yearn for freedom mild
World of madness
What vast deceit
Cruel times loom
Face this defeat!
But if you, too
Feel as I do
Let the fury stir in you
All of us united
Armored by truth
We’ll fight for our planet’s youth
And if you care
Take up a cause
Protect our greens
Our waters, our laws
Chemicals pour
Sediments rise
Each act a fracture
In nature’s guise
Warming oceans
Oxygen drained
Our seas left barren
Life deeply pained
Unacceptable ways
Trash on our shores
Even beasts know better
Than such disgraceful chores
Enough with pretense
Enough of disdain—
End the silence
Show your refrain!
Radioactive waste
Industrial spills
Biological threats
The sea can’t still
Predatory fishing
Species gone
Examples etched
In history’s song
Could we restore
The waters' shield
Save the remnants
Nature’s wounds could heal?
To each of us
A task to bear—
Protect the earth
Restore what’s fair
Let’s pause, reflect
And act with speed
Repair the damage
Fulfill this need
Urgently now
Hold this in mind
Oceans mourn
Our rivers confined
Will time forgive
Our reckless hand?
Or are we bound
For a desolate land?
It’s yours, it’s mine
It’s all of ours—
Let’s shield the earth
Keep it from scars