Abrigo
Aonde você busca abrigo
Quando se despedaça o dia
Quando a noite enfim te silencia
E o seu quarto escuro é só vazio
E eu bem sei, você se rende em oração
Mas sei também, ninguém te ouve desse céu de chumbo
Ninguém além da solidão
Ninguém além da solidão
Me diz se enfim você se rende
Se pelo menos nesse instante se entrega
Ou se o seu orgulho te encarcera
Entre as paredes frias desse seu castelo
Se nesse fim de dia chama um nome
Que rosto veste o seu desejo
Não, nem precisa desviar os olhos
É que a verdade eu também vivo toda noite
Meu bem, eu sou o seu abrigo
O abrigo pressas noites quentes
Meu bem, não negue, eu sou o seu abrigo
Eu sou a fome que a tua carne sente
Eu sou o frio e sou também o seu abrigo
Sou a verdade que você ainda mente
Meu bem, eu sou o seu abrigo
Eu sou... eu sou o seu abrigo
Refugio
¿Dónde buscas refugio
cuando el día se desmorona?
Cuando la noche finalmente te silencia
y tu habitación oscura está vacía
Y bien sé, te rindes en oración
Pero también sé, nadie te escucha desde ese cielo plomizo
Nadie más que la soledad
Nadie más que la soledad
Dime si finalmente te rindes
Si al menos en este instante te entregas
O si tu orgullo te encierra
Entre las frías paredes de tu castillo
Si al final de este día llamas a un nombre
¿Qué rostro viste en tu deseo?
No, no necesitas apartar la mirada
Es que la verdad también la vivo cada noche
Cariño, soy tu refugio
El refugio en noches calurosas
Cariño, no lo niegues, soy tu refugio
Soy el hambre que tu carne siente
Soy el frío y también soy tu refugio
Soy la verdad que aún ocultas
Cariño, soy tu refugio
Soy... soy tu refugio