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El cuadragésimo de Mozart

Jennifer Magnética

Quadragésima de Mozart

Para ti eu sou só um palhaço
Nada além de um bufão tão normal
Mas a minha alma é todo um pedaço
Uma dor sem começo ou final
Pode ninguém me entender
Mas mostrar eu não vou
Porque ninguém vai querer ouvir o que eu tenho a dizer

Não, não sei se gosto de ser assim
Viver com quem só olha pra mim
Mas no lugar de um rosto
Só vê sinfonias, nada mais enfim

Eu sempre entendi o isolamento
As lúgubres tardes de tormento
Mas o mundo que me cerca
Vive a utopia que a alegria é certa

Ah, mas, ah, não vás embora
Devo ser entediante
Mas quando souberes como sou, estarás radiante
Pois então tu saberás que a vida é muito mais
Que duas notas

Eu toco o cravo pra te alegrar
Mas por suas teclas eu vou me matar
Limpo os meus ouvidos com minha melodia simples
Com os meus dedos feridos

Tu sequer notaste que eu chorei
Por lágrimas eu me expressei
Mas o mundo aqui não estava
Se divertia enquanto pelo mundo eu me matava

Ah, mas, ah, não vás embora
Eu me sinto tão sozinho
Mas eu preciso de muito mais que um simples carinho
Quando me entenderes, saberás que eu sou capaz
De chorar notas

Mas eu já desisti de me iludir
Raras são pessoas como eu
Viverei para um dia eu sorrir
Na morte libertar-me do breu
Que cobre seco esse mundo
E o cobre mesmo imundo
Nem se interessou limpá-lo de fúteis ações vãs

El cuadragésimo de Mozart

Para ti solo soy un payaso
Nada más que un bufón tan común
Pero mi alma es un pedazo entero
Un dolor sin principio ni final
Puede que nadie me entienda
Pero no lo mostraré
Porque nadie querrá escuchar lo que tengo que decir

No, no sé si me gusta ser así
Vivir con quien solo me mira a mí
Pero en lugar de un rostro
Solo ve sinfonías, nada más al fin

Siempre entendí el aislamiento
Las lúgubres tardes de tormento
Pero el mundo que me rodea
Vive la utopía de que la alegría es segura

Ah, pero, ah, no te vayas
Debo ser aburrido
Pero cuando sepas cómo soy, estarás radiante
Porque entonces sabrás que la vida es mucho más
Que dos notas

Toco el clave para alegrarte
Pero por sus teclas me mataré
Limpio mis oídos con mi melodía simple
Con mis dedos heridos

Ni siquiera notaste que lloré
Por lágrimas me expresé
Pero el mundo aquí no estaba
Se divertía mientras por el mundo me mataba

Ah, pero, ah, no te vayas
Me siento tan solo
Pero necesito mucho más que un simple cariño
Cuando me entiendas, sabrás que soy capaz
De llorar notas

Pero ya desistí de ilusionarme
Pocas personas son como yo
Viviré para un día sonreír
En la muerte liberarme de la oscuridad
Que cubre seco este mundo
Y lo cubre aún más inmundo
Ni siquiera se interesó en limpiarlo de acciones vanas

Escrita por: Rodrigo Faleiros