Duas rotas
É divino, mas não que exista Deus
É sublime, mas não porque haja céu
É profundo, mas não brota do chão
É passo sem direção
Amor que sobra
É morada, mas não que fique aqui
É bandeira, mas não que finque o pé
É profano, mas não que fira em vão
É vento sem arranhão
Fulgor que dobra o tempo e parte
Estranho a desbravar voraz
Licor no meu café
Indiferente mas fatal
Duvida até da fé
É o que não há
É um espelho no olho a contemplar
É destreza, mas com bárbaras mãos
É poeta, mas sem palavrear
Devoto sem omissão
Em duas rotas
Dos caminos
Es divino, pero no porque exista Dios
Es sublime, pero no porque haya cielo
Es profundo, pero no brota del suelo
Es paso sin dirección
Amor que sobra
Es hogar, pero no que se quede aquí
Es bandera, pero no que se clave
Es profano, pero no que hiera en vano
Es viento sin rasguño
Brillo que dobla el tiempo y parte
Extraño a desbravar voraz
Licor en mi café
Indiferente pero fatal
Duda hasta de la fe
Es lo que no hay
Es un espejo en el ojo que contempla
Es destreza, pero con manos bárbaras
Es poeta, pero sin hablar
Devoto sin omisión
En dos caminos
Escrita por: Jessica Berdet