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Entre el peine y el repentino

Jessier Quirino

Entre o pente e o repente

Não sou esses balai todo!
Sou meio desleriado.
E quando ligo o deligo: tõe-õe-õe-õe-õe-õe!
Vejo que só tenho arranco, ao me ver ali parado.
Minhas dúvidas são campestres.
Minhas rimas são risais.
Baldias, uns dias
De prourar alegias nas baixas dos tristezais.
Pela rodagem dos versos, eu sempre solto um olá!
Pra quem está desolado.
Os meus olhares piscosos? São piscos de alegria.
Alegria é manga espada, é sempre verde e amarela.
Tanto, que às vezes penso até com certa doidice
Que sou filho da escrotice do bico do peito dela.
E quando cismo dos peitos
Despedaço de minh'alma versos angelicais.
Até despertei paixão, me chamaram de Romeu.
Atá consegui aplausos que o bandeirinha não deu.
Toneladas de paixão e dessas bem toneladas
E o bandeirinha... Ahhh! Bandeirinha! não deu.
Nas matas dos leitos secos os sertôes torno a rimar.
É rima caçando rima feito o fuxico dos galos.
Rimo de Maria Macho à Sinhazinha Dafé.
Sertão de Chico Baygon, sertão de Chico Dé
Da mulherização das jumentinhas
Das coitadas das galinhas
Das maridanças de solteiro, do desrelato de vaqueiro
- Descontramantelo da vida -
Do Cariri e do Agreste.
E nordestando o Nordeste sou quase um Cabra da Peste!
Sou vaqueiro, cangaceiro
Sou matuto, sim senhor.
Eu sou Cagado e Cuspido Paisagem de Interior.

Entre el peine y el repentino

No soy todo ese alboroto de escoba!
Soy un poco despistado.
Y cuando enciendo o apago: tõe-õe-õe-õe-õe-õe!
Veo que solo tengo arranque, al verme allí parado.
Mis dudas son campestres.
Mis rimas son risueñas.
Inútiles, algunos días
Buscando alegrías en las bajas de los tristezales.
Por el rodaje de los versos, siempre suelto un hola!
Para aquellos que están desolados.
Mis miradas chispeantes? Son destellos de alegría.
La alegría es mango espada, siempre verde y amarilla.
Tanto, que a veces pienso incluso con cierta locura
Que soy hijo de la maldad del pico de su pecho.
Y cuando me obsesiono con los pechos
Despedazo de mi alma versos angelicales.
Incluso desperté pasión, me llamaron Romeo.
Incluso logré aplausos que el juez de línea no dio.
Toneladas de pasión y de esas bien toneladas
Y el juez de línea... ¡Ahhh! ¡Juez de línea! no dio.
En los bosques de los lechos secos los sertones vuelvo a rimar.
Es rima cazando rima como el canto de los gallos.
Rimo de María Macho a Sinhazinha Dafé.
Sertón de Chico Baygon, sertón de Chico Dé
De la feminización de las burritas
De las pobres gallinas
De los enredos de soltero, del desenredo de vaquero
- Desenmarañando la vida -
Del Cariri y del Agreste.
Y recorriendo el Noreste soy casi un Hombre de Peste!
Soy vaquero, cangaceiro
Soy campesino, sí señor.
Soy Cagado y Escupido Paisaje de Interior.

Escrita por: Jessier Quirino