Casaco Furado
Tirei o meu casaco furado do chão
Escorreguei nas cartas
Esquecidas, manchadas, rasgadas
Daquele verão
E te encontrei nas faces da parede infiltrada
Nas minhas memórias partidas
Entaladas nas veias
Do meu coração
Rangendo os dentes
Na ponta do pé
Na conta da fé
Não olho pro chão
Agulha que encosta e fura
O vidro, a linha
Nada mais
Qual a cura?
As lascas do amargo, conjura
Prova do machucado
Brincar de falcatrua
Dançante, as marcas gritantes
O resto do aroma, a visão mais distante
Eu não vou ter dó de mim
Cê não vai ter dó de si
Eu não vou ter dó de ti
Cê não vai ter dó de mim
Chaqueta Agujereada
Tomé mi chaqueta agujereada del suelo
Resbalé en las cartas
Olvidadas, manchadas, rasgadas
De aquel verano
Y te encontré en las caras de la pared infiltrada
En mis memorias rotas
Atascadas en las venas
De mi corazón
Rechinando los dientes
En la punta del pie
En la cuenta de la fe
No miro al suelo
Aguja que roza y perfora
El vidrio, el hilo
Nada más
¿Cuál es la cura?
Las astillas de lo amargo, conjuro
Prueba del golpe
Jugar a la trampa
Bailando, las marcas gritan
El resto del aroma, la visión más distante
No tendré lástima de mí
No tendrás lástima de ti
No tendré lástima de ti
No tendrás lástima de mí
Escrita por: Gui Fleming / Jhasmyna