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Limonada

Jhasmyna

Limonada

Acordo, me levanto, bebo um líquido esquisito
Bocejo, me desmancho ou me monto em mais um ciclo
No vento, o vendaval numa telinha completa, quadrada
Me dizem o que fazer e eu sinto que sem aquilo
Não sou nada

O imperativo impera, ele governa parcelado
Respiro e omito emitir o que está errado
Arrumo-me e entro na minha nave automóvel
Revolto-me e repito
Sou humano, não relógio

Ontem me deram uma laranja
E então eu fiz uma limonada
Me mandaram sentar e eu me joguei da poltrona do quintal
O quintal do planalto
E gritei
Gritei bem alto
Implementaram um assalto

Elíptico, “correto”, o sujeito é indeterminado
Na hora que a verdade é do interesse da máfia
Derramo o ridículo, bebo o senso incomum
Eu penso e renuncio que não quero ser mais um
Terrestre indivíduo, moldado, qualquer um
O elogio é "esquisito"
Retruco em agradecimento
Converto utopia em realidade, não me aposento

Ontem me deram um abraço, retribuí, mas senti o aço
Da estrutura do alienado
Pestanejei, santa ignorância
Até mesmo uma criança sabe muito bem o que não sabe

Ontem me deram uma laranja
E então eu fiz uma limonada
Me mandaram sentar e eu me joguei da poltrona do quintal
O quintal do planalto
E gritei
Gritei bem alto
Implementaram um assalto
Um assalto

Uh, uh, uh, uh...

Limonada

Me despierto, me levanto, bebo un líquido extraño
Bostezo, me deshago o me armo en otro ciclo
En el viento, la ráfaga en una pantalla completa, cuadrada
Me dicen qué hacer y siento que sin eso
No soy nada

El imperativo impera, gobierna a plazos
Respiro y omito expresar lo que está mal
Me arreglo y entro en mi nave automóvil
Me rebelo y repito
Soy humano, no un reloj

Ayer me dieron una naranja
Y entonces hice limonada
Me dijeron que me sentara y me lancé del sillón del patio
El patio del altiplano
Y grité
Grité bien alto
Implementaron un asalto

Elíptico, 'correcto', el sujeto es indeterminado
Cuando la verdad es del interés de la mafia
Derramo lo ridículo, bebo el sentido inusual
Pienso y renuncio a no querer ser uno más
Individuo terrestre, moldeado, cualquiera
El elogio es 'extraño'
Respondo con agradecimiento
Convierto la utopía en realidad, no me retiro

Ayer me dieron un abrazo, lo devolví, pero sentí el acero
De la estructura del alienado
Parpadeé, santa ignorancia
Incluso un niño sabe muy bien lo que no sabe

Ayer me dieron una naranja
Y entonces hice limonada
Me dijeron que me sentara y me lancé del sillón del patio
El patio del altiplano
Y grité
Grité bien alto
Implementaron un asalto
Un asalto

Uh, uh, uh, uh...

Escrita por: Jhasmyna