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Saudade (Que No Es Mala)

Joana Bentes

Saudade (Que Não É Ruim)

Se a deixo em casa a espera envelhece
Não parece mais ter fim
Me importa mais a sua companhia
A não ter sentido assim

Quando abandono suas palavras
Café, cigarro, vin
Vejo dentro do peito bater meio sem jeito até

Um tanto
Aqui
A falta que faz
Sentir a sua falta em mim
Me deixa gozar
Da saudade que não é ruim

Assalto de um entardecer
Tão claro me perder por aí
Na vida que se mostra
Sem saída até a porta de casa

Quando abandono suas palavras
Café, cigarro, vin
Vejo dentro do peito bater meio sem jeito até

Assim
A falta que faz
Sentir a sua falta em mim
Me deixa gozar
Da saudade que não é ruim

Talvez seja o que aperta
Tantos dias adiados
Os encontros deixados
Em um presente fechado

Por você não há o que eu não faça

Saudade (Que No Es Mala)

Si la dejo en casa esperando envejece
Ya no parece tener fin
Me importa más tu compañía
Que no tener sentido así

Cuando abandono tus palabras
Café, cigarro, vino
Siento en el pecho latir un poco extraño hasta

Un poco
Aquí
La falta que hace
Sentir tu ausencia en mí
Me deja disfrutar
De la saudade que no es mala

Asalto de un atardecer
Tan claro perderme por ahí
En la vida que se muestra
Sin salida hasta la puerta de casa

Cuando abandono tus palabras
Café, cigarro, vino
Siento en el pecho latir un poco extraño hasta

Así
La falta que hace
Sentir tu ausencia en mí
Me deja disfrutar
De la saudade que no es mala

Quizás sea lo que aprieta
Tantos días postergados
Los encuentros dejados
En un presente cerrado

Por ti no hay nada que no haría

Escrita por: Joana Bentes