Reino de Um Homem só
Sou um cidadão sem cidade
Eu sou um reino
De um homem só
Fui da Lua ao Sol
Tantas ruas e mares
Fartei tanto os meus olhares
Por lugares que nem sei
Fui em busca de outros reis
Das suas lutas fui seguidor dedicado
Como aprendiz, fui um apaixonado
Defensor das suas leis
Mas agora num dia muito a sério
Quando dei por construir
O meu próprio castelo
Fartei a mesa
Eu lhes trouxe o vinho
Na bandeja, eu dei carinho
Mas não me quiseram dar
Hasteei bandeiras
Anulei os defeitos
Eu abri todo o meu peito
E eles não quiseram entrar
Mas agora erguendo o meu império
Quando dei por conduzir
Dos rituais, o mais belo
Baixei a ponte
Abri as janelas
Eu deixei as portas abertas
Mas não quiseram me visitar
Acendi incensos
Joguei tantas flores
Eu mandei rufar tambores
Mas ninguém me quis honrar
Escrevi poemas
Cantei mil canções
Declarei-me em orações
E nem sequer vieram olhar
Reino de Un Hombre Solo
Soy un ciudadano sin ciudad
Soy un reino
De un hombre solo
De la Luna al Sol fui
Por tantas calles y mares
Sacié tanto mis ojos
En lugares que ni conozco
Fui en busca de otros reyes
Seguidor dedicado de sus luchas
Como aprendiz, fui un apasionado
Defensor de sus leyes
Pero ahora en un día muy serio
Cuando me di cuenta de construir
Mi propio castillo
Puse la mesa
Les traje el vino
En la bandeja, di cariño
Pero no quisieron darme
Izé banderas
Anulé los defectos
Abrí todo mi corazón
Y ellos no quisieron entrar
Pero ahora levantando mi imperio
Cuando me di cuenta de dirigir
El ritual más hermoso
Bajé el puente
Abrí las ventanas
Dejé las puertas abiertas
Pero no quisieron visitarme
Encendí inciensos
Arrojé tantas flores
Hice sonar tambores
Pero nadie quiso honrarme
Escribí poemas
Canté mil canciones
Me declaré en oraciones
Y ni siquiera vinieron a mirar
Escrita por: João Araújo Recife