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Reino de Un Hombre Solo

João Araújo

Reino de Um Homem só

Sou um cidadão sem cidade
Eu sou um reino
De um homem só
Fui da Lua ao Sol
Tantas ruas e mares
Fartei tanto os meus olhares
Por lugares que nem sei

Fui em busca de outros reis
Das suas lutas fui seguidor dedicado
Como aprendiz, fui um apaixonado
Defensor das suas leis

Mas agora num dia muito a sério
Quando dei por construir
O meu próprio castelo

Fartei a mesa
Eu lhes trouxe o vinho
Na bandeja, eu dei carinho
Mas não me quiseram dar

Hasteei bandeiras
Anulei os defeitos
Eu abri todo o meu peito
E eles não quiseram entrar

Mas agora erguendo o meu império
Quando dei por conduzir
Dos rituais, o mais belo

Baixei a ponte
Abri as janelas
Eu deixei as portas abertas
Mas não quiseram me visitar

Acendi incensos
Joguei tantas flores
Eu mandei rufar tambores
Mas ninguém me quis honrar

Escrevi poemas
Cantei mil canções
Declarei-me em orações
E nem sequer vieram olhar

Reino de Un Hombre Solo

Soy un ciudadano sin ciudad
Soy un reino
De un hombre solo
De la Luna al Sol fui
Por tantas calles y mares
Sacié tanto mis ojos
En lugares que ni conozco

Fui en busca de otros reyes
Seguidor dedicado de sus luchas
Como aprendiz, fui un apasionado
Defensor de sus leyes

Pero ahora en un día muy serio
Cuando me di cuenta de construir
Mi propio castillo

Puse la mesa
Les traje el vino
En la bandeja, di cariño
Pero no quisieron darme

Izé banderas
Anulé los defectos
Abrí todo mi corazón
Y ellos no quisieron entrar

Pero ahora levantando mi imperio
Cuando me di cuenta de dirigir
El ritual más hermoso

Bajé el puente
Abrí las ventanas
Dejé las puertas abiertas
Pero no quisieron visitarme

Encendí inciensos
Arrojé tantas flores
Hice sonar tambores
Pero nadie quiso honrarme

Escribí poemas
Canté mil canciones
Me declaré en oraciones
Y ni siquiera vinieron a mirar

Escrita por: João Araújo Recife