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En Brasil

João Boeba

On Brazil

Eu que não desdenho do pobre coitado
Desesperado por um prato de arroz que procura no lixo
Nas lixeiras brasileiras, tipo olho por olho
E dente por dente de repente
Brasileiros medianos vistos por medianos insanos estrangeiros
E tudo mundo fala que tudo vai dar certo afinal

Mas é claro que o medo não para a fome não passa
A raiva é de graça, parece o caos na terra
É a guerra que eu consumo tipo on Brazil
Civilizados caminhamos todos sem o mesmo brio
Encurralados na mesma historia que gira sem final
Estavam certos os mortos que caíram sem ter chance
Estavam certas as palavras que não foram ditas antes

Brasileiros como essas crianças jogadas no lixo como pedaço podre de carne
Sem preço elas ja não merecem a minha atenção?

Se esse for o retrato da humanidade
Não sei da vem, nem sei pra onde vão
Mas é claro o problema não se acaba sozinho
É preciso força saber pegar flor com os espinhos

Se devolvessem a sua liberdade?
Será que seria honesto com ela então
Se esse for o retrato da humanidade
Não sei da vem, nem sei pra onde vão

E se devolverem a minha sanidade
Prometo ser melhor, porque pior não da pra ser.
Me diz você o que fazer, pra não me perder
Se esse for o retrato da humanidade
Não sei da vem, nem sei pra onde vão

Mas é claro que o medo não para a fome não passa
A raiva é de graça, parece o caos na terra
É a guerra que eu consumo tipo on Brazil
Civilizados caminhamos todos sem o mesmo brio

Metade do que eu tinha a pra dizer agora eu já disse
A outra metade eu digo quando estiver um pouco mais triste
Somos da mesma laia, a responsabilidade e a mesma
A que corta a carne com navalha, mas não se impressione

De brasileiro que sou, orgulhoso que sou de ser brasileiro
De brasileiro que sou, orgulhoso que sou de ser brasileiro
De brasileiro que sou, orgulhoso que sou de ser brasileiro
De brasileiro que sou, orgulhoso que sou de ser brasileiro

En Brasil

Yo, que no menosprecio al pobre desdichado
Desesperado por un plato de arroz que busca en la basura
En los basureros brasileños, ojo por ojo
Y diente por diente de repente
Brasileños promedio vistos por extranjeros insanos promedio
Y todo el mundo dice que todo saldrá bien al final

Pero claro que el miedo no se detiene, el hambre no desaparece
La rabia es gratuita, parece el caos en la tierra
Es la guerra que consumo como en Brasil
Civilizados caminamos todos sin el mismo orgullo
Atrapados en la misma historia que gira sin fin
Los muertos que cayeron sin oportunidad tenían razón
Las palabras que no se dijeron antes tenían razón

Brasileños como esos niños arrojados a la basura como pedazos podridos de carne
¿Ya no merecen mi atención?

Si este es el retrato de la humanidad
No sé de dónde vienen, ni hacia dónde van
Pero claro que el problema no se resuelve solo
Se necesita fuerza para saber recoger flores con espinas

¿Si les devolvieran su libertad?
¿Sería honesto con ella entonces?
Si este es el retrato de la humanidad
No sé de dónde vienen, ni hacia dónde van

Y si me devuelven mi cordura
Prometo ser mejor, porque peor no se puede ser
Dime tú qué hacer para no perderme
Si este es el retrato de la humanidad
No sé de dónde vienen, ni hacia dónde van

Pero claro que el miedo no se detiene, el hambre no desaparece
La rabia es gratuita, parece el caos en la tierra
Es la guerra que consumo como en Brasil
Civilizados caminamos todos sin el mismo orgullo

La mitad de lo que tenía que decir ya lo he dicho
La otra mitad la diré cuando esté un poco más triste
Somos de la misma calaña, la responsabilidad es la misma
La que corta la carne con navaja, pero no te impresiones

De brasileño que soy, orgulloso de ser brasileño
De brasileño que soy, orgulloso de ser brasileño
De brasileño que soy, orgulloso de ser brasileño
De brasileño que soy, orgulloso de ser brasileño

Escrita por: João Boeba