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Ditodos

João Bosco

Ditodos

Quem planta fogo
Colhe pé de queimadura
Põe na boca a fruta dura
Professora do falar

Palavra é feito
Uma moeda condenada
Pra cunhar se gasta tudo
Pra vender não vale nada

Quem vem de lá ?
É uma voz, deixa entrar
Quem te mandou ?
Isso eu não posso te contar
Que quer aqui ?
Eu vim me oferecer
Que que cê faz ?
Eu sei me presentear
Que que ce dá?

Pisadeira
Cobra-encantada
Folha de gravatá
Mãe da lua
Olha pra água
É o calango do mar
Porco-preto
Rastro de vento
Lâmpada de apagar
Mãe da lua
Olha pra água
É o calango do mar

A vida é longe
Não conheço outro atalho
Tem trabalho prazeroso
Tem prazer que dá trabalho

Avisa lá
Pode dizer que eu tô trocando
Vinte pássaros na mão
Por um só pássaro voando

Quem vem de lá?...

Pé de caixeiro é bola de cristal
Carta marcada de tanto andar
Esse jogo quem viver, verá

Ditodos

El que siembra fuego
Cosecha pies quemados
Se mete en la boca la fruta dura
Profesora del hablar

La palabra es como
Una moneda condenada
Para acuñarla se gasta todo
Para venderla no vale nada

¿Quién viene de allá?
Es una voz, déjala entrar
¿Quién te envió?
Eso no puedo decirte
¿Qué quieres aquí?
Vine a ofrecerme
¿Qué haces?
Sé cómo regalarme
¿Qué das tú?

Pisadeira
Cobra encantada
Hoja de gravatá
Madre de la luna
Mira el agua
Es el calango del mar
Cerdo negro
Rastro de viento
Lámpara de apagar
Madre de la luna
Mira el agua
Es el calango del mar

La vida es larga
No conozco otro atajo
Hay trabajo placentero
Hay placer que da trabajo

Avisa allá
Puedes decir que estoy cambiando
Veinte pájaros en la mano
Por un solo pájaro volando

¿Quién viene de allá?...

Pie de cajero es bola de cristal
Carta marcada de tanto andar
Este juego, quien viva, verá

Escrita por: João Bosco