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Triste Papel

João Caetano

Triste Papel

Tão distante guardado no coração
Dividindo com a vida qualquer lugar
Vez por outra aparece um sonho qualquer

E me fala sorrindo, eu quero te ver
Me beija chorando, eu quero te ver
Na urgência do corpo, eu quero muito você

Tão guardado e distante do coração
Amassado na vida em qualquer lugar
É você o retrato
Não passa de um triste papel

Que esquecia de tudo ao anoitecer
Me beijava de leve ao amanhecer
E as promessas juradas
Que sofrimento você

Entranhada em minhas lembranças
E não dividiu o que eu sofri
Por todos tropeços que eu caí
Por todos os frutos que eu não vi
Eu não esqueci, não te esqueci
Não quero mais

Entranhada em minhas lembranças
E não dividiu o que eu sofri
Por todos tropeços que eu caí
Por todos os frutos que eu não vi
Eu não esqueci, não te esqueci
Não quero mais

Triste Papel

Tan distante guardado en el corazón
Compartiendo con la vida cualquier lugar
De vez en cuando aparece un sueño cualquiera

Y me habla sonriendo, quiero verte
Me besa llorando, quiero verte
En la urgencia del cuerpo, te deseo mucho

Tan guardado y distante del corazón
Arrugado en la vida en cualquier lugar
Eres tú el retrato
No eres más que un triste papel

Que olvidaba todo al anochecer
Me besaba suavemente al amanecer
Y las promesas juradas
¡Qué sufrimiento, tú!

Arraigada en mis recuerdos
Y no compartiste lo que sufrí
Por todos los tropiezos en los que caí
Por todos los frutos que no vi
No te olvidé, no te olvidé
No quiero más

Arraigada en mis recuerdos
Y no compartiste lo que sufrí
Por todos los tropiezos en los que caí
Por todos los frutos que no vi
No te olvidé, no te olvidé
No quiero más

Escrita por: Ricardo Leão / Otávio Daher / João Caetano