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Sendero de la Nostalgia

João Carlos e Maurício

Caminho da Saudade

As portas do meu coração estão abertas
Eu vejo a folhagem verde na imensidão
Meus olhos enxergam ao longe aquela morada
Relembro, eu era pequeno com meus pais e meus irmãos

Percorro o caminho fundo da minha saudade
A tulha cheia, o monjolo e o ribeirão
E agora a tristeza chora na casa vazia
As portas e as janelas tombadas dormem lá no chão

Restou o tronco da paineira
Mas a porteira não há mais não
Restou o tronco da paineira
Mas a porteira não há mais não

Dói a saudade dói
Aperta dentro do meu peito
Dói a saudade dói
De um jeito que não tem jeito

Eu sinto um cheiro de fumaça
Que vem de dentro do fogão
A vida inteirinha passa
Mas a saudade não tem jeito não
A vida inteirinha passa
Mas a saudade não tem jeito não

Dói a saudade dói
Aperta dentro do meu peito
Dói a saudade dói
De um jeito que não tem jeito

Eu sinto um cheiro de fumaça
Que vem de dentro do fogão
A vida inteirinha passa
Mas a saudade não tem jeito não
A vida inteirinha passa
Mas a saudade não tem jeito não

Sendero de la Nostalgia

Las puertas de mi corazón están abiertas
Veo el follaje verde en la inmensidad
Mis ojos ven a lo lejos esa morada
Recuerdo cuando era pequeño con mis padres y hermanos

Recorro el sendero profundo de mi nostalgia
El granero lleno, el pilón y el arroyo
Y ahora la tristeza llora en la casa vacía
Las puertas y ventanas caídas duermen allí en el suelo

Quedó el tronco del árbol de la paineira
Pero ya no hay más portón
Quedó el tronco del árbol de la paineira
Pero ya no hay más portón

Duele la nostalgia, duele
Apretando dentro de mi pecho
Duele la nostalgia, duele
De una manera que no tiene remedio

Siento un olor a humo
Que viene de dentro del fogón
La vida entera pasa
Pero la nostalgia no tiene remedio
La vida entera pasa
Pero la nostalgia no tiene remedio

Duele la nostalgia, duele
Apretando dentro de mi pecho
Duele la nostalgia, duele
De una manera que no tiene remedio

Siento un olor a humo
Que viene de dentro del fogón
La vida entera pasa
Pero la nostalgia no tiene remedio
La vida entera pasa
Pero la nostalgia no tiene remedio

Escrita por: Martimiano Valério Borges / Marly Renault