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Frevo del Contra-Éxodo

João Cavalcanti

Frevo do Contra-Êxodo

Minha verdade é que ninguém proíbe
Que nesse frevo eu esteja lá
A margem do capibaribe exibe-se orgulhosa por te espelhar

Minha saudade guardo nessa rima
Desse teu clima de arrepiar
A ponte que nos aproxima
Me traz a obra prima verde do teu mar

Terra de timbus, leões, cobras corais,
De maracatus, de tantos carnavais,
De umbus cajá, paixões de verão, de canaviais
O meu coração guarda o teu cheiro de mulher
Quero me jogar nessa multidão
Para nunca mais, chora o folião voltando pra casa

Minha vontade é te viver inteira
Na quarta-feira em ti acinzentar
Sabendo que essa brincadeira já tem hora certeira pra recomeçar

Minha cidade também tem magia
Boa viagem, hora de voltar
Despeço-me ao nascer do dia
Mas levo uma alegria pra eternizar

Terra de timbus, leões, cobras corais,
De maracatus, de tantos carnavais,
De umbus cajá, paixões de verão, de canaviais
O meu coração guarda o teu cheiro de mulher
Quero me jogar nessa multidão
Para nunca mais, chora o folião voltando pra casa

Frevo del Contra-Éxodo

Mi verdad es que nadie prohíbe
Que en este frevo esté allí
La orilla del Capibaribe se exhibe orgullosa al reflejarte

Mi nostalgia la guardo en esta rima
De tu clima que eriza la piel
El puente que nos acerca
Me trae la obra maestra verde de tu mar

Tierra de timbús, leones, serpientes de coral,
De maracatús, de tantos carnavales,
De umbús, cajás, pasiones de verano, de cañaverales
Mi corazón guarda tu aroma de mujer
Quiero lanzarme en esa multitud
Para nunca más, llora el folión al regresar a casa

Mi deseo es vivirte por completo
En miércoles, en ti gris
Sabiendo que esta diversión tiene una hora precisa para volver a empezar

Mi ciudad también tiene magia
Buena viaje, hora de regresar
Me despido al amanecer
Pero llevo una alegría para eternizar

Tierra de timbús, leones, serpientes de coral,
De maracatús, de tantos carnavales,
De umbús, cajás, pasiones de verano, de cañaverales
Mi corazón guarda tu aroma de mujer
Quiero lanzarme en esa multitud
Para nunca más, llora el folión al regresar a casa

Escrita por: João Cavalcanti