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Ciranda

João Chagas Leite

Ciranda

É bem mais fácil, para alguém falar em flores
Quando o destino, fez de pétalas seu ninho
É bem mais doce, não sentir amargas dores
Tendo mil rosas a enfeitar o seu caminho

Porém nem todos, têm destinos semeadores
E a primavera, a bem poucos acalanta
Quem nada faz, muitas vezes colhe as rosas
Deixando apenas, os espinhos pra quem planta

(Quem planta terra, cala a voz perante o forte
Ergue muralhas de riquezas e vaidades
Se faz a hora de erguermos vozes tantas
Pois se levanta uma nova realidade)

Vamos dar as mãos nesta nova ciranda
Forjando junto um porvir bem mais risonho
Onde a injustiça, sejam rastros repisados
Já apagados, pela rosa azul dos sonhos

Vamos dar as mãos, e abrir as portas do coração
Pra um amanhã, claro e seguro
Embora o ontem, tenha sido flores mortas
Pois nunca é tarde pra quem quer plantar futuro

Ciranda

Es mucho más fácil para alguien hablar de flores
Cuando el destino hizo de pétalas su nido
Es mucho más dulce no sentir amargas dolencias
Teniendo mil rosas adornando su camino

Pero no todos tienen destinos sembradores
Y la primavera acoge a muy pocos
Quien nada hace, a menudo cosecha las rosas
Dejando solo las espinas para quien siembra

(Quien siembra tierra, calla la voz ante el fuerte
Eleva murallas de riquezas y vanidades
Es hora de alzar nuestras voces tantas
Pues se levanta una nueva realidad)

Unamos nuestras manos en esta nueva ronda
Forjando juntos un porvenir más alegre
Donde la injusticia sea rastros pisoteados
Ya borrados por la rosa azul de los sueños

Unamos nuestras manos y abramos las puertas del corazón
Para un mañana claro y seguro
Aunque ayer hayan sido flores marchitas
Pues nunca es tarde para quien quiere sembrar futuro

Escrita por: João Chagas Leite / Jorge Rodrigues