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Batuque en la Cocina

João da Bahiana

Batuque Na Cozinha

Batuque na cozinha
Sinhá não quer
Por causa do batuque
Eu queimei o pé

Não moro em casa de cômodo
Não é por ter medo não
Na cozinha muita gente sempre tem alteração

Batuque na cozinha
Sinhá não quer
Por causa do batuque
Eu queimei o pé

Então não bula na cumbuca
Não me espante o rato
Se o branco tem ciúme
Que dirá o mulato

Eu fui na cozinha
Pra ver uma cebola
E o branco com ciúme
De uma tal crioula

Deixei a cebola, peguei a batata
E o branco com ciúme de uma tal mulata
Peguei o balaio pra medir a farinha
E o branco com ciúme de uma tal branquinha

Então não bula na cumbuca
Não me espante o rato
Se o branco tem ciúme
Que dirá o mulato

Mas o batuque na cozinha
Sinhá não quer
Por causa do batuque
Eu queimei o pé

Eu fui na cozinha pra tomar o café
E o malandro ta de olho na minha mulher
Mas, comigo eu apelei pra desarmonia
E fomos direto pra delegacia
Seu comissário foi dizendo com altivez
E da casa de cômodos da tal Inês
Revistem os dois, botem no xadrez
Malandro comigo não tem vez

Batuque na cozinha

Mas seu comissário
Eu estou com razão
Eu não moro na casa de arrumação
Eu fui apanhar o meu violão
Que estava empanhado com Salomão
Eu pago a fiança com satisfação
Mas não me bota no xadrez
Com esse malandrão
Que faltou com respeito a um cidadão
Que é Paraíba do Norte, Maranhão

Batuque na cozinha

Batuque en la Cocina

Batuque en la cocina
Sinhá no quiere
Por culpa del batuque
Me quemé el pie

No vivo en una casa de cuartos
No es por miedo
En la cocina mucha gente siempre se altera

Batuque en la cocina
Sinhá no quiere
Por culpa del batuque
Me quemé el pie

Así que no revuelvas en la olla
No asustes a la rata
Si el blanco tiene celos
Imagínate el mulato

Fui a la cocina
A buscar una cebolla
Y el blanco celoso
De una tal criolla

Dejé la cebolla, agarré la papa
Y el blanco celoso de una tal mulata
Agarré el cesto para medir la harina
Y el blanco celoso de una tal blanquita

Así que no revuelvas en la olla
No asustes a la rata
Si el blanco tiene celos
Imagínate el mulato

Pero el batuque en la cocina
Sinhá no quiere
Por culpa del batuque
Me quemé el pie

Fui a la cocina a tomar el café
Y el pillo está de ojo en mi mujer
Pero conmigo apelé a la discordia
Y fuimos directo a la comisaría
El comisario dijo con altivez
Y de la casa de cuartos de tal Inés
Revísenlos a los dos, métanlos en la cárcel
El pillo conmigo no tiene chance

Batuque en la cocina

Pero señor comisario
Yo tengo razón
No vivo en una casa de arreglos
Fui a buscar mi guitarra
Que estaba guardada con Salomón
Pago la fianza con gusto
Pero no me metas en la cárcel
Con ese pillo
Que faltó el respeto a un ciudadano
Que es de Paraíba del Norte, Maranhão

Batuque en la cocina

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