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Boiadeiro del Norte

João Ferreira e Ferreirense

Boiadeiro do Norte

De Sol a Sol atravessando o sertão
Montado em seu alazão, tocando a sua boiada
E lá na frente um berrante repicando
A boiada acompanhando até o fim da jornada

(Vai boiadeiro, vai boiadeiro)

O boiadeiro caprichoso, moço forte
Ele é filho do norte, brasileiro, sim senhor
O seu cavalo mais veloz do que o vento
Puxando boi pelos tentos no seu laço pegador

(Vai boiadeiro, vai boiadeiro)

De tardezinha quando o Sol vai se escondendo
Faz o fogo no sereno e para pra descansar
E a boiada que caminha para o corte
Não entende que a morte não demora pra chegar

(Vai boiadeiro, vai boiadeiro)

Veja a aurora, o novo dia que vem
Boiadeiro muito além da sua terra está
Não vê a hora de entregar a boiada
Pra rever a sua amada que ficou a lhe esperar

(Vai boiadeiro, vai boiadeiro)
(Vai boiadeiro, vai)

Boiadeiro del Norte

De Sol a Sol cruzando el desierto
Montado en su alazán, guiando su ganado
Y allá adelante un cuerno repicando
El ganado siguiendo hasta el final de la jornada

(Vamos boiadeiro, vamos boiadeiro)

El caprichoso boiadeiro, joven fuerte
Él es hijo del norte, brasileño, sí señor
Su caballo más veloz que el viento
Arrastrando el ganado por las riendas en su lazo atrapador

(Vamos boiadeiro, vamos boiadeiro)

Al atardecer cuando el Sol se va escondiendo
Enciende el fuego en el sereno y se detiene a descansar
Y el ganado que avanza hacia el corte
No entiende que la muerte no tarda en llegar

(Vamos boiadeiro, vamos boiadeiro)

Mira la aurora, el nuevo día que llega
Boiadeiro mucho más allá de su tierra está
No ve la hora de entregar el ganado
Para reunirse con su amada que quedó esperándolo

(Vamos boiadeiro, vamos boiadeiro)
(Vamos boiadeiro, vamos)

Escrita por: Luiz Cigano / Tião Do Carro