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Romance de Estación

João Góes

Romance de Estação

Quando então o verão chegar
Fecha os olhos, vem pra cá
Pro mundo meu mundo bagunçado
Com alguns surtos disfarçados
De um beijo bem molhado
Eis me aqui petrificado
Pelo encanto do teu olhar

Quando o inverno vir
Sinta o vento lhe encobrir
De desejos tão inértes
Que eu espero que isso acerte
Me abraçe e não me alerte
Não me solte, me aperte
Pra então seguro eu me sentir

Vem, me abraça forte
E não me solte
Nem ouse me soltar
Vem, que ainda há tempo
Se eu me lembro
Não deixei de te amar

Nem se o outono continuar
A natureza amarelar
Pois contigo tudo é verde
Você mata a minha sede
Nosso mundo é uma rede
Muito que mais que essa parede
Que encobre nosso lindo lar

Primavera vai subir
Tua flor irá fluir
Pois que então surge calada
Bem, na noite, a madrugada
Sei que estás apaixonada
Vem ser minha namorada
Sei que é duro todo esse mártir

Vem, me abraça forte
E não me solte
Nem ouse me soltar
Vem, que ainda há tempo
Se eu me lembro
Não deixei de te amar

Romance de Estación

Cuando llegue el verano
Cierra los ojos, ven aquí
A mi mundo desordenado
Con algunos brotes disfrazados
De un beso bien mojado
Aquí me encuentro petrificado
Por el encanto de tu mirar

Cuando llegue el invierno
Siente el viento envolverte
Con deseos tan inertes
Que espero que acierten
Abrázame y no me alertes
No me sueltes, apriétame
Para sentirme seguro

Ven, abrázame fuerte
Y no me sueltes
Ni te atrevas a soltarme
Ven, que aún hay tiempo
Si recuerdo bien
No he dejado de amarte

Aunque el otoño continúe
La naturaleza amarille
Pero contigo todo es verde
Tú sacias mi sed
Nuestro mundo es una red
Mucho más que esta pared
Que cubre nuestro hermoso hogar

La primavera llegará
Tu flor florecerá
Pues entonces surge callada
Bueno, en la noche, la madrugada
Sé que estás enamorada
Ven a ser mi novia
Sé que es duro todo este martirio

Ven, abrázame fuerte
Y no me sueltes
Ni te atrevas a soltarme
Ven, que aún hay tiempo
Si recuerdo bien
No he dejado de amarte

Escrita por: João Góes