Milonga das Ruas
Como eu poderei olhar nos seus olhos negros novamente?
Andando por esta terra sem olhos, sem passado
Onde os prédios parecem brotar germinados pelo frio.
Eu apenas a pensar enquanto nos seus olhos negros
E ao meu redor luzes que giram como estrelas
Nessa noite vazia.
E ao meu redor luzes que giram.
E eu não sinto nada, eu
Não sou nada, eu .
Nas ruas todos armados esperando que seja o próximo a atirar.
E eu não sei como esperar pela aparição dos seus olhos negros.
E eu não consigo compreender como eles podem existir nesses tempos.
Minha paixão, tão antiga, de seculos atrás. E a sua luz não é vazia
Sua luz não é vazia, é um espírito antigo que se manifesta
No meio da escuridão e do frio.
Milonga de las Calles
¿Cómo podré volver a mirar tus ojos negros?
Caminando por esta tierra sin ojos, sin pasado
Donde los edificios parecen brotar germinados por el frío.
Solo puedo pensar mientras miro tus ojos negros.
Y a mi alrededor luces que giran como estrellas
En esta noche vacía.
Y a mi alrededor luces que giran.
Y no siento nada, yo
No soy nada, yo.
En las calles todos armados esperando ser el próximo en disparar.
Y no sé cómo esperar la aparición de tus ojos negros.
Y no logro entender cómo pueden existir en estos tiempos.
Mi pasión, tan antigua, de siglos atrás. Y tu luz no es vacía
Tu luz no es vacía, es un espíritu antiguo que se manifiesta
En medio de la oscuridad y el frío.