395px

Mezclas de Gaúcho

João Luiz Corrêa

Mesclas de Gaúcho

Nasci no meio do campo, no meu torrão missioneiro
Tenho orgulho em ser campeiro, por isso que não me calo
Sobre os arreios me embalo e atiro cruzando o rastro
Cortando nacos de pasto com as patas do meu cavalo

Me vim no mundo por taura, parido meio ao relento
Os olhos do firmamento deram rédea ao meu destino
Cresci mundeiro e teatino, domando pelas estâncias
A lida foi minha infância, minha escola e meu ensino
A lida foi minha infância, minha escola e meu ensino

Sou gaúcho, sou campeiro, não sou de frouxar o garrão
Sou domador e ginete no meu ofício de peão
Sou gaúcho, sou campeiro, não sou de frouxar o garrão
Sou domador e ginete no meu ofício de peão

Trago a cultura do pampa na estampa, por reverência
E um linguajar de querência, mescla de campo e cidade
Só quem conhece a verdade e a história do meu passado
Pra respeitar meu legado e a minha xucra identidade

Das coisas simples da vida, faço, do pouco, o bastante
A sorte, toco por diante num andejar soberano
Meus primores cotidianos, a china por excelência
Que enfeita minha vivência nas quatro estações do ano
Que enfeita minha vivência nas quatro estações do ano

Sou gaúcho, sou campeiro, não sou de frouxar o garrão
Sou domador e ginete no meu ofício de peão
Sou gaúcho, sou campeiro, não sou de frouxar o garrão
Sou domador e ginete no meu ofício de peão

Mezclas de Gaúcho

Nací en medio del campo, en mi tierra misionera
Me enorgullezco de ser gauchito, por eso no me callo
Me balanceo sobre las riendas y lanzo cruzando el rastro
Cortando pedazos de pasto con las patas de mi caballo

Vine al mundo como taura, nacido a la intemperie
Los ojos del firmamento guiaron mi destino
Crecí entre potreros y estancias, domando por los campos
El trabajo fue mi infancia, mi escuela y mi enseñanza
El trabajo fue mi infancia, mi escuela y mi enseñanza

Soy gaúcho, soy campeiro, no me achico ante el desafío
Soy domador y jinete en mi oficio de peón
Soy gaúcho, soy campeiro, no me achico ante el desafío
Soy domador y jinete en mi oficio de peón

Traigo la cultura del campo en mi ser, por respeto
Y un lenguaje de querencia, mezcla de campo y ciudad
Solo quien conoce la verdad y la historia de mi pasado
Puede respetar mi legado y mi ruda identidad

De las cosas simples de la vida, hago mucho con poco
La suerte, la sigo adelante en un caminar soberano
Mis placeres cotidianos, la mujer por excelencia
Que adorna mi existencia en las cuatro estaciones del año
Que adorna mi existencia en las cuatro estaciones del año

Soy gaúcho, soy campeiro, no me achico ante el desafío
Soy domador y jinete en mi oficio de peón
Soy gaúcho, soy campeiro, no me achico ante el desafío
Soy domador y jinete en mi oficio de peón

Escrita por: