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Desaparecida Minha Terra (parte Chitãozinho e Xororó)

João Paulo e Daniel

Saudade De Minha Terra (part. Chitãozinho e Xororó)

De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus, paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão eu quero voltar
Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada, começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão
Cortando estradão, saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabiá cantando o jequitibá

Por nossa senhora
Meu sertão querido
Vivo arrependi por ter deixado
Esta nova vida aqui na cidade
De tanta saudade, eu tenho chorando
Aqui tem alguém, diz Que me quer bem
Mas não me convém, eu tenho pensado
eu digo com pena, mas esta morena
não sabe o sistema que eu fui criado
To aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando
com rádio ligado

Que saudade imensa do Campo e do mato
Do manso regato que Corta Campinas
Aos domingos ia passear de canoa
Nas lindas lagoas de águas cristalinas
Que doce lembrança
Daquelas festanças
Onde tinham danças e lindas meninas
Eu vivo hoje em dia sem Ter alegria
O mundo judia, mas também ensina
Estou contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas mãos divinas

Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada estarei de partida
Pra terra querida que me viu nascer
Já ouço sonhando o galo cantando
O nhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando a estrada
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer

Desaparecida Minha Terra (parte Chitãozinho e Xororó)

¿De qué me sirve vivir en la ciudad?
Si la felicidad no me acompaña
Adiós, Paulista de mi corazón
De vuelta a mi bosque quiero volver
Ver el amanecer, cuando el pájaro
Haciendo amanecer, empezar a cantar
Con satisfacción, encauzaré el burro
Cortando el camino, estoy fuera galopando
Y escucho el grito del ganado
Sabiah cantando la jequitiba

Por Our Lady
Mi dulce bosque
Vivo me arrepiento de haberme ido
Esta nueva vida aquí en la ciudad
Te extraño tanto, he estado llorando
Aquí hay alguien, dice que me aman
Pero no me conviene, he estado pensando
Digo que lo siento, pero esta morena
no sé el sistema que fui creado
Estoy aquí cantando, desde lejos escuchando
Alguien está llorando
con radio encendida

Cuánto extraño el campo y el arbusto
Desde el manso arroyo que Corta Campinas
Los domingos fui a dar un paseo en canoa
En las hermosas lagunas de aguas cristalinas
Qué dulce recuerdo
Una de esas fiestas
Donde tenían bailes y chicas hermosas
Vivo estos días sin tener alegría
El mundo judío, sino que también enseña
Estoy molesto, pero no estoy derrotado
Estoy bien guiado por las manos divinas

A mi mami le he telegrafiado
Y estoy cansado de sufrir tanto
Esta mañana me iré
A la dulce tierra que me vio nacer
Puedo escuchar el gallo cantando
El chirrido nhambu en la oscuridad
La luna de plata despejar el camino
La hierba húmeda desde el anochecer
Tengo que ir a ver todo
Ahí es donde nací, allí quiero morir

Escrita por: Belmonte / Goia