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Casita de Mis Amores

João Seresta e Cantador

Casinha Dos Meus Amores

Cai o sereno da madrugada
Pelas montanhas do meu país
Enquanto desço por essa estrada
Entre soluços tão infeliz

E lá no alto numa casinha
Alguém soluça tal qual a mim
Porque chegamos ao fim da linha
De uma história quase sem fim

Eu sou a nave do abandono
Navio intruso expulso do cais
Singrando águas de outro dono
Desaparece pra nunca mais

Quarenta noites, quarenta dias
Nessa casinha a gente amou
Feliz momentos de poesia
Que a despedida já enlutou

Adeus casinha dos meus amores
Adeus riacho da solidão
Que mansamente carregam flores
Enquanto levo desilusão

Eu sou a nave do abandono
Navio intruso expulso do cais
Singrando águas de outro dono
Desaparece pra nunca mais

Casita de Mis Amores

Caen las gotas de rocío en la madrugada
Por las montañas de mi país
Mientras desciendo por este camino
Entre sollozos tan infeliz

Y allá arriba en una casita
Alguien solloza como yo
Porque hemos llegado al final del camino
De una historia casi interminable

Soy el barco del abandono
Nave intrusa expulsada del muelle
Navegando aguas de otro dueño
Desaparece para no volver jamás

Cuarenta noches, cuarenta días
En esa casita nos amamos
Momentos felices de poesía
Que la despedida ya ha enlutado

Adiós casita de mis amores
Adiós arroyo de la soledad
Que suavemente llevan flores
Mientras yo cargo desilusión

Soy el barco del abandono
Nave intrusa expulsada del muelle
Navegando aguas de otro dueño
Desaparece para no volver jamás

Escrita por: Goia / Praense