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La rana y el escorpión

João Suplicy

A rã e o escorpião

A rã foi atravessar o rio
Uma carona o escorpião pediu
Deixa eu ir com você
Porque eu não sei nadar, por favor

Ora, seu escorpião
Se liga, presta atenção
Eu não levo bicho peçonhento no meu lombo, não

O escorpião então explicou
Se eu te injetar o meu veneno paralisante
Nós dois, na água fria do rio, vamos afundar

Pensando sobre esta questão, a rã concluiu
Por que não?
Tá certo, então vamos nessa
Meu irmão, sobe aí

E os dois seguiram nas águas do rio
Já quase chegando na margem de lá
Foi que a rã sentiu o veneno
Que descia seco e fervendo
Do ferrão perverso do escorpião
Por quê, por quê?, a rã perguntou: Por quê?
Se eu vou, também vai você
Eu sei, eu sei, mas o que que eu posso fazer?
É da minha natureza e eu não posso conter
Eu sei eu sei, mas o que é que eu posso fazer?
É da minha natureza e eu não posso conter

E sendo assim
Os dois afundaram
No leito do rio

La rana y el escorpión

La rana se disponía a cruzar el río
El escorpión pidió un aventón
Déjame ir contigo
Porque no sé nadar, por favor

Oye, escorpión
Pon atención
No llevo bichos venenosos en mi espalda, no

Entonces el escorpión explicó
Si te inyecto mi veneno paralizante
Los dos, en el frío agua del río, nos hundiremos

Reflexionando sobre esto, la rana concluyó
¿Por qué no?
Está bien, vamos entonces
Hermano, súbete

Y ambos siguieron en las aguas del río
Casi llegando a la otra orilla
Fue entonces que la rana sintió el veneno
Que descendía seco y hirviente
Del aguijón perverso del escorpión
¿Por qué, por qué?, preguntó la rana: ¿Por qué?
Si yo me hundo, tú también lo harás
Lo sé, lo sé, pero ¿qué puedo hacer?
Es mi naturaleza y no puedo contenerme
Lo sé, lo sé, pero ¿qué puedo hacer?
Es mi naturaleza y no puedo contenerme

Y así
Ambos se hundieron
En el lecho del río

Escrita por: João Pellegrino / João Suplicy