A História de João Bico Doce
Se pensa que me atingiu falando mal de mim
Eu sou homem, não sou rato, não converso assim
Não jogo meu papo fora nem tenha dó de mim
Se comigo fala grosso vai escutar assim
Eu nasci numa roça no norte do Paraná
Minha escola foi a enxada, meu prazer era cantar
Se dois ou três não gostam e comigo vem falar
Não me faço de rogado, eu nasci abençoado
Não gostou, então vem cantar.
Bico doce me chamavam as mocinhas do salão
Índio forte era louco a quem queria confusão
Coronel Zé Amário mandava naquele chão
Não gostou da minha pessoa e levantou questão
Eu não tenho medo não, coronel vou lhe avisar
É mais fácil cair o céu do que o senhor me assustar
É melhor que vá agora, se não o bicho vai pegar
La historia de Juan Dulce Pico
Si piensas que me afecta hablar mal de mí
Soy hombre, no soy rata, no hablo así
No desperdicio mis palabras, no tengas lástima de mí
Si me hablas fuerte, escucharás lo mismo
Nací en un campo en el norte de Paraná
Mi escuela fue la azada, mi placer era cantar
Si dos o tres no les gusta y vienen a hablar conmigo
No me hago el desentendido, nací bendecido
Si no te gusta, entonces ven a cantar
Las chicas del salón me llamaban Dulce Pico
El fuerte indio era loco para aquellos que buscaban problemas
El Coronel Zé Amário mandaba en esa tierra
No le gustó mi persona y planteó un problema
No tengo miedo, Coronel, te lo advierto
Es más fácil que caiga el cielo que tú me asustes
Es mejor que te vayas ahora, si no se va a armar un lío