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Dolor de un Campesino

Jocimar, O Peão Dos Teclados

Mágoa de Um Roceiro

Olha seu moço,
Quanta saudade que eu sinto,
Do sertão onde eu nasci,
Onde plantava minha roça
A gente lutava contra praga
E a seca,
Sofria fazendo cerca
Pra nao deixar a criação
Entrar na minha lavoura e comer a plantação.

Vida que eu vivi,
Vida que eu sofri
As sementes que eu plantei,
Os frutos que eu colhi.
Levei para a cidade,
Nao teve preço e eu perdi
Por isso eu deixei o sertão onde nasci.
Olha seu moço,
Hoje moro na favela,
Construi uma cidade,
Mas nao posso morar nela,
O que eu ganho muito mal,
Dá pra comer, tenho esposa e tenho filhos
Nao sei mais o que fazer?
Voltar nao posso,
O jeito é ficar por aqui,
E cumprir a minha sina até quando deus quiser.

Vida que eu vivi,
Vida que eu sofri...

Dolor de un Campesino

Mira buen hombre,
Cuánta añoranza siento,
Del campo donde nací,
Donde sembraba mi parcela
Luchábamos contra plagas
Y la sequía,
Sufríamos construyendo cercas
Para que el ganado
No entrara en mi cultivo y se comiera la plantación.

La vida que viví,
La vida que sufrí
Las semillas que sembré,
Los frutos que coseché.
Llevé a la ciudad,
No tuvo precio y perdí
Por eso dejé el campo donde nací.
Mira buen hombre,
Hoy vivo en la favela,
Construí una ciudad,
Pero no puedo vivir en ella,
Lo que gano es muy poco,
Alcanza para comer, tengo esposa e hijos
¿Ya no sé qué hacer?
No puedo regresar,
La única opción es quedarme por aquí,
Y cumplir mi destino hasta cuando Dios lo quiera.

La vida que viví,
La vida que sufrí...

Escrita por: Amilton Campos De Oliveira / Jocimar Campos De Oliveira