395px

Desierto de Ideas

Joe Sujera

Deserto de Idéias

Não tem tempo pra farra, há muito tempo não aperto
A mão de ninguém, só o cabo da cimitarra
Não confio em ninguém, escondo uma faca
Vejo muito gente, quase ninguém se destaca

Nessa terra vazia, a gente tenta, ataca
E no fim vai que nem areia quando o vento assobia
No deserto de idéias, poucos são eficazes
Inspiração e paz são raros como oasis

Me mostro capaz, afiado como lança
Numa terra sem paz onde jaz a esperança

Nem tudo que eu vejo, é tudo que eu acredito
Sem opção, respiro fundo, medito

Por obrigação, aprendi a conviver com a solidão
No momento eu só busco minha missão
Batalhas já venci, por testes já passei
Eu sei da onde vim, só não sei pra onde irei

A dúida aumenta, a temperatura segue a regra
A noite menos vinte e de dia mais cinqüenta
Querendo viver, mas só sobrevivendo
Toda dificuldade possível você enfrenta

Apaixonados vencem, a mente é uma bereta
Se fosse fã de areia colecionava ampulheta
Escrevendo com paixão, baixei a mira
Eu não miro mais no ouvido, meu alvo é o coração

(refrão)
Solitário persistente
Guerreiro desde sempre
Eu vou lutar pra ser feliz
Descansar e trilhar a estrada do aprendiz

Solitário persistente
Guerreiro desde sempre
Correndo pra descansar, pra vencer
O deserto não sorri pra você

Correndo pra descansar, pra vencer
O deserto não sorri pra você

Desprovido de alianças, acompanhado de fantasmas
De guerreiros, assombrado por lembranças
Só tenho as marcas dos dias que eu lutei
Passei por muita coisa e muito pouco ainda sei

Minha melhor relação hoje em dia é com a minha espada
Não tenho nada, não tenho nada!
O meu maior tesouro é meu álbum de cicatrizes
Que me lembra dos dias em que nos éramos felizes

Minha alma calejada tira força pra batalha
Pra seguir nesta estrada se agarrando nas raízes
Vagando solitária por muito, muito tempo
Se firmou suficiente de uma pá de sentimentos

Aprendizado rígido evitando sonhos céticos
Acontecimentos trágicos construindo épicos
Espíritos aqui me dão de conselhos
Evolui, já que aqui não tem espelhos

Sem filtro na visão, é o que a difere da sua
Vejo a verdade cruel, na sua forma crua
Coragem de um puma, olhos de lince no horizonte
Vejo o inimigo que se esconde na sombra das dunas

E em suma, torce pra que eu suma do caminho
Pra da vez pro zé povinho que não sabe pra onde ruma
Arruma pra cabeça, se afastou da alcatéia
E eu vago solitário nesse deserto de idéias.

(refrão)
Solitário persistente
Guerreiro desde sempre
Eu vou lutar pra ser feliz
Descansar e trilhar a estrada do aprendiz

Solitário persistente
Guerreiro desde sempre
Correndo pra descansar, pra vencer
O deserto não sorri pra você

Desierto de Ideas

No hay tiempo para fiestas, hace mucho que no estrecho
La mano de nadie, solo el mango de la cimitarra
No confío en nadie, escondo un cuchillo
Veo mucha gente, casi nadie se destaca

En esta tierra vacía, la gente intenta, ataca
Y al final se va como la arena cuando el viento silba
En el desierto de ideas, pocos son eficaces
La inspiración y la paz son tan raros como oasis

Me muestro capaz, afilado como una lanza
En una tierra sin paz donde yace la esperanza

No todo lo que veo es lo que creo
Sin opción, respiro profundo, medito

Por obligación, aprendí a convivir con la soledad
En este momento solo busco mi misión
Batallas he ganado, por pruebas he pasado
Sé de dónde vengo, solo no sé a dónde iré

La duda aumenta, la temperatura sigue la regla
Menos veinte por la noche y más cincuenta de día
Queriendo vivir, pero solo sobreviviendo
Enfrentas toda dificultad posible

Los apasionados vencen, la mente es una pistola
Si fuera fan de la arena, coleccionaría relojes de arena
Escribiendo con pasión, bajé la mira
Ya no apunto al oído, mi objetivo es el corazón

(coros)
Solitario persistente
Guerrero desde siempre
Voy a luchar por ser feliz
Descansar y recorrer el camino del aprendiz

Solitario persistente
Guerrero desde siempre
Corriendo para descansar, para vencer
El desierto no sonríe para ti

Corriendo para descansar, para vencer
El desierto no sonríe para ti

Desprovisto de alianzas, acompañado de fantasmas
De guerreros, atormentado por recuerdos
Solo tengo las marcas de los días que luché
He pasado por mucho y aún sé muy poco

Mi mejor relación hoy en día es con mi espada
¡No tengo nada, no tengo nada!
Mi mayor tesoro es mi álbum de cicatrices
Que me recuerda los días en que éramos felices

Mi alma curtida saca fuerzas para la batalla
Para seguir en este camino aferrándome a las raíces
Vagando solitario por mucho, mucho tiempo
Se ha fortalecido lo suficiente con un montón de sentimientos

Aprendizaje riguroso evitando sueños céticos
Acontecimientos trágicos construyendo épicos
Espíritus aquí me dan consejos
He evolucionado, ya que aquí no hay espejos

Sin filtro en la visión, es lo que la diferencia de la tuya
Veo la verdad cruel, en su forma cruda
Coraje de un puma, ojos de lince en el horizonte
Veo al enemigo que se esconde en la sombra de las dunas

Y en resumen, espera que desaparezca del camino
Para dar paso al pueblo que no sabe hacia dónde va
Se aleja de la manada, se aparta de la cabeza
Y yo vagabundeo solitario en este desierto de ideas

(coros)
Solitario persistente
Guerrero desde siempre
Voy a luchar por ser feliz
Descansar y recorrer el camino del aprendiz

Solitario persistente
Guerrero desde siempre
Corriendo para descansar, para vencer
El desierto no sonríe para ti