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Ara

Joelma Marques

Ara

Ara, canta forte, canta o teu sertão!
Chega perto, não se esconda não!
Que esta saudade atormenta o coração
Olhe o coqueiro! Olhe a ribeira!
Olhe o vaqueiro! Olhe a rendeira!
No sítio tem forró o ano inteiro
Pois para viver, é preciso bater o pé no chão
Chão quente ensolarado do sertão

No mar da terra, terra da luz
Luz do sol, sol de todos clareia as dunas
Brilha em seus verdes mares
Lá onde Iracema se banhou
Lá onde Patativa recitou
Há desculpa pras palavras tão erradas
De alguém que não muito pensou?

Ara

Ara, ¡canta fuerte, canta tu tierra!
¡Acércate, no te escondas!
Que esta añoranza atormenta el corazón
¡Mira el cocotero! ¡Mira la ribera!
¡Mira al vaquero! ¡Mira a la tejedora!
En el rancho hay baile todo el año
Pues para vivir, hay que marcar el paso en la tierra
Tierra caliente y soleada del sertón

En el mar de la tierra, tierra de luz
Luz del sol, sol que ilumina todas las dunas
Brilla en sus verdes mares
Donde Iracema se bañó
Donde Patativa recitó
¿Hay excusa para palabras tan erradas
De alguien que no pensó mucho?

Escrita por: Joelma Marques