395px

La Muerte de la Saibeira

Jokin Corleone

A Morte da Saibeira

Em um tempo de miséria, governo de corrupção, a cidade se sucumbe
Em meio ao calor infernal, não posso parar, pois se o serviço não acabar, o meu pai vai me deserdar

A saibeira me assombra, vive quente sem parar, vermelho novo só me fode
Nenhuma gota de água pra tomar, é melhor desistir e ir pra casa me molhar

Isso não tem condição, não dá nem pra plantar feijão, nesse pobre mundo sem vegetação

O frio nunca esteve aqui, a seca sempre esteve presente
O calor da saibeira mata mais que muita gente, se todo o mundo fosse assim
O número de mortes ia disparar, e agora um dia na saibeira, já te faz delirar

A botina eu já calcei, a calça jeans eu já botei, mais um dia de trabalho
Eu já tô é cansado, só a noite que eu tomo um banho gelado pra aliviar o meu caralho

Em um tempo de miséria, governo de corrupção, a cidade se sucumbe
Em meio ao calor infernal, não posso parar, pois se o serviço não acabar, o meu pai vai me deserdar

Minha mãe está preocupada, meu irmão está a chorar
E a desidratação está me fazendo desintegrar

Os cornos dos meus amigos, não param de me zuar, todo dia na escola
Eles tentam me estrupar, mas logo eles desistem depois de perceber
Que meu corpo tá tão quente, que se encostrarem em mim vão derreter

Como eu queria algo gelado pra comer ou beber, mas o calor da saibeira
Pode fazer qualquer um derreter, mesmo antes do aquecimento global começar
A saibeira já era o terror do sabiá

Em um tempo de miséria, governo de corrupção, a cidade se sucumbe
Em meio ao calor infernal, não posso parar, pois se o serviço não acabar, o meu pai vai me deserdar

O meu tempo é pouco, um segundo aqui é menos três anos de vida
A saibeira é pior do que chacina, aqui chega a ser pior do que fumar cocaína
Me sinto tipo arthur morgan, um homem bom mas que não presta
Depois de tantas escolhas ruins, morrer na saibeira é o que me resta

Em um tempo de miséria, governo de corrupção, a cidade se sucumbe
Em meio ao calor infernal, não posso parar, pois se o serviço não acabar, o meu pai vai me deserdar

La Muerte de la Saibeira

En un tiempo de miseria, gobierno corrupto, la ciudad sucumbe
En medio del calor infernal, no puedo parar, si el trabajo no termina, mi padre me desheredará

La saibeira me atormenta, arde sin parar, el rojo nuevo solo me jode
No hay ni una gota de agua para beber, es mejor rendirse e ir a casa a mojarme

Esto no tiene sentido, ni siquiera se puede sembrar frijoles, en este mundo pobre sin vegetación

El frío nunca estuvo aquí, la sequía siempre presente
El calor de la saibeira mata más que mucha gente, si todo el mundo fuera así
El número de muertes se dispararía, y ahora un día en la saibeira, te hace delirar

Ya me puse las botas, ya me puse los jeans, otro día de trabajo
Estoy cansado, solo por la noche me doy una ducha fría para aliviar mi carajo

En un tiempo de miseria, gobierno corrupto, la ciudad sucumbe
En medio del calor infernal, no puedo parar, si el trabajo no termina, mi padre me desheredará

Mi madre está preocupada, mi hermano llora
Y la deshidratación me está desintegrando

Mis amigos no paran de burlarse de mí, todos los días en la escuela
Intentan molestarme, pero pronto se rinden al darse cuenta
Que mi cuerpo está tan caliente que si se acercan a mí se derretirán

Cómo desearía algo frío para comer o beber, pero el calor de la saibeira
Puede hacer que cualquiera se derrita, incluso antes de que comience el calentamiento global
La saibeira ya era el terror del sabiá

En un tiempo de miseria, gobierno corrupto, la ciudad sucumbe
En medio del calor infernal, no puedo parar, si el trabajo no termina, mi padre me desheredará

Mi tiempo es poco, un segundo aquí es menos tres años de vida
La saibeira es peor que una masacre, aquí es peor que fumar cocaína
Me siento como Arthur Morgan, un hombre bueno pero que no sirve
Después de tantas malas decisiones, morir en la saibeira es lo que me queda

En un tiempo de miseria, gobierno corrupto, la ciudad sucumbe
En medio del calor infernal, no puedo parar, si el trabajo no termina, mi padre me desheredará

Escrita por: Mr. Corleone