A Cegonha Me Deixou Em Madureira
A cegonha me deixou em Madureira
De presente para minha mãe Silvia Lenheira
Madureira, ô, ô Madureira, ô, ô
Me deixou numa santa casa barulhenta
Que tremia toda quando o trem passava
Olha o trem
Disseram que eu cheguei com dois quilos e meio
Com dois quilos e meio
O que é que é isso?
Um bebê ou um palito
Disseram também que eu cheguei sorrindo
E cantando
Em vez de chegar chorando
Acharam estranho
A cegonha me deixou em Madureira
De presente para minha mãe Silvia Lenheira
Madureira, ô, ô
Madureira, ô, ô
Madureira, terra de bamba e de tradição
De casas coloridas e meninas bonitas
Do jogo do bicho, do comércio e do mistério
Terra de samba da Portela e do Império
Mas de madureira me levaram
Para o Rio Comprido / Tijuca
Do Rio Comprido / Tijuca
Me levaram
Para Copacabana / Zona Sul
E de lá eu caí no mundo
E de lá eu caí no mundo
Abençoado por Deus
Cantando "mas que nada"
Já não me chamam de vagabundo.
La cigüeña me dejó en Madureira
La cigüeña me dejó en Madureira
Como regalo para mi madre Silvia Lenheira
Madureira, oh, oh Madureira, oh, oh
Me dejó en una santa casa ruidosa
Que temblaba entera cuando pasaba el tren
Mira el tren
Dijeron que llegué con dos kilos y medio
Con dos kilos y medio
¿Qué es esto?
¿Un bebé o un palillo?
También dijeron que llegué sonriendo
Y cantando
En vez de llegar llorando
Lo encontraron extraño
La cigüeña me dejó en Madureira
Como regalo para mi madre Silvia Lenheira
Madureira, oh, oh
Madureira, oh, oh
Madureira, tierra de samba y tradición
De casas coloridas y chicas bonitas
Del juego del bicho, del comercio y del misterio
Tierra de samba de Portela y del Imperio
Pero de Madureira me llevaron
Al Rio Comprido / Tijuca
Del Rio Comprido / Tijuca
Me llevaron
A Copacabana / Zona Sur
Y de ahí caí en el mundo
Y de ahí caí en el mundo
Bendecido por Dios
Cantando 'mas que nada'
Ya no me llaman vagabundo.
Escrita por: Augusto De Agosto / Jorge Ben Jor