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Colibrí

Jorge Camargo

Beija-flor

Nunca menospreze uma semente
Não despreze o impulso criador
Olhe, prove, ouça, cheire, tente
Como um curioso beija-flor

Não rejeite os tímidos começos
Eles também rumam aos finais
A deselegância dos tropeços
Move a contradança dos casais

Deixe-se levar pelo amor
Deixe-se molhar pelo mar
Deixe o sal tocar sua dor
Deixe a luz do sol consolar

Veja o brilho frágil de uma estrela
Ela inspira múltiplas canções
Em seus filamentos de centelha
Podem se esconder constelações

Baile no compasso das palavras
Salte sobre as linhas das tensões
Sente-se à beira das calçadas
Cante ao som dos velhos violões

Deixe-se levar pelo amor
Deixe-se molhar pelo mar
Deixe o sal tocar sua dor
Deixe a luz do sol consolar

Colibrí

Nunca menosprecie una semilla
No desprecies el impulso creativo
Mira, prueba, escucha, huele, prueba
Como un colibrí curioso

No rechaces los tímidos comienzos
También van a la final
La deselegancia de tropiezos
Mueve la contradicción de las parejas

Déjate llevar por el amor
Déjate regar por el mar
Deja que la sal toque tu dolor
Deje que la consola de luz solar

Ver el frágil resplandor de una estrella
Ella inspira múltiples canciones
En sus filamentos de chispa
Pueden ocultar constelaciones

Bola en la brújula de las palabras
Saltar sobre las líneas de las tensiones
Siéntate junto a las aceras
Canta al sonido de las viejas guitarras

Déjate llevar por el amor
Déjate regar por el mar
Deja que la sal toque tu dolor
Deje que la consola de luz solar

Escrita por: Gladir Cabral / Jorge Camargo