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Li Emi Ali Emília

Jorge Foques

Li Emi Ali Emília

Emília está aprendendo a falar
Ela se atrapalha e não consegue pronunciar
E, além do mais, ela inventa muita estória
É tagarela (a bonequinha), faz de conta e tem memória
Das palavras que inventa, ela mesma acha importante
E só ficou assim porque tomou a pílula falante
Ela conta a estória de um polvo
Que se aproximou e a atacou
Ficando muito brava ela quis lutar com o polvo que,
Com tantos outros braços ele a apertou
Como era de pano ela tentava se esquivar
Dos tentáculos que via se movimentar
E apertava, apertava, apertava...

E aí ! Se liga no sítio mano
Como é que pode alguém ser feito de pano?
Que rima com filha, com lentilha e com baunilha...
É a boneca Emília!
Se-ia-ga-no-li-tio- si-no-ma !!!
A-s-es-a-e-ca-ne-bo-foi-que-ta-fei-no de-pa !!!
Que rima com filha, com lentilha e com baunilha...
É a boneca Emília!

Muito assustada, a boneca apavorada desmaiou
Deixando todo mundo sem saber o que rolou
Foi aí que o Dr. Cara de Coruja
Resolveu, medicou, Emília então acordou
Falando sem parar do sonho ou da estória que inventou ou contou
Só que desse jeito ninguém entende nada
Falando assim errado é melhor parar
Ela gosta de falar, ela gosta de contar estórias
E também gosta de mandar
Tio Barnabé, Tia Anastácia e o Visconde
O Saci, que vem lá não sei de onde
Ficam desorientados com a pequena atrevida
Brincando de esconde-esconde
Encara todo mundo, qualquer ser humano
Mesmo sendo uma bonequinha de pano!

Li Emi Ali Emília!
Boneca inteligente, que pensa como a gente
É a boneca Emília!
Li Emi Ali Emília!
É todinha de pano, não entra pelo cano, eu não me engano
É Emília e ela quer falar!

Segue a rima no sítio da vovó
Dona Benta não aguenta, em sua cabeça dá um nó
A boneca exigiu não ficar só
E casou com um porquinho que se chama Rabicó
Pedrinho e Narizinho concordaram
Com a morada da boneca que agora é Marquesa
E com três estrelinhas de Condessa, com certeza
O sítio é a sua realeza.

Li Emi Ali Emília

Emília está aprendiendo a hablar
Se enreda y no puede pronunciar
Y, además, inventa muchas historias
Es parlanchina (la muñequita), finge y tiene memoria
De las palabras que inventa, ella misma las considera importantes
Y solo quedó así porque tomó la píldora parlante
Ella cuenta la historia de un pulpo
Que se acercó y la atacó
Poniéndose muy brava, quiso luchar con el pulpo que,
Con tantos otros brazos, la apretó
Como era de tela, intentaba esquivarse
De los tentáculos que veía moverse
Y apretaba, apretaba, apretaba...

¡Y entonces! Presta atención al lugar, hermano
¿Cómo puede alguien estar hecho de tela?
Que rima con hija, con lentejas y con vainilla...
¡Es la muñeca Emília!
¡Presta atención al lugar, hermano!
¡Esa es la que fue hecha de tela!
Que rima con hija, con lentejas y con vainilla...
¡Es la muñeca Emília!

Muy asustada, la muñeca aterrorizada se desmayó
Dejando a todos sin saber qué pasó
Fue entonces que el Dr. Cara de Búho
Resolvió, medicó, Emília entonces despertó
Hablando sin parar del sueño o la historia que inventó o contó
Pero de esta manera nadie entiende nada
Hablando así mal es mejor parar
Le gusta hablar, le gusta contar historias
Y también le gusta mandar
Tío Barnabé, Tía Anastacia y el Vizconde
El Saci, que viene de no sé dónde
Quedan desorientados con la pequeña atrevida
Jugando al escondite
Enfrenta a todo el mundo, a cualquier ser humano
¡Aunque sea una muñequita de tela!

Li Emi Ali Emília!
Muñeca inteligente, que piensa como nosotros
¡Es la muñeca Emília!
Li Emi Ali Emília!
Es toda de tela, no se deja engañar, no entra en problemas
¡Es Emília y ella quiere hablar!

Sigue la rima en el lugar de la abuela
Doña Benta no aguanta, en su cabeza se hace un lío
La muñeca exigió no quedarse sola
Y se casó con un cerdito llamado Rabicó
Pedrinho y Narizinho estuvieron de acuerdo
Con la morada de la muñeca que ahora es Marquesa
Y con tres estrellitas de Condesa, con certeza
El lugar es su realeza.

Escrita por: Jorge Foques / Tony King Brown