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Cabeça Feita

Jorge Foques

Cabeça Feita

Cabeça feita meu irmão, pode chegar
Que o nosso papo é amigado, não precisa se assustar
Meu amiguinho, presta atenção no que te falo
Esse lugar aqui tá caro e não dá tempo de sentar
Chega mais perto quem é mais esperto
Eu prendo o grito e não acerto daqui até acolá
E eu falo uma vez, ninguém insista
Pra que o meu ponto de vista não se troque de lugar

Qual é o teu parangolé, heim?

Mas a verdade é que a minha borboleta
Estava na sua gaveta
E eu não tinha a chave (achado)
Teu coração estava aqui comigo
Eu te procuro e não consigo
Pra prender o meu cabelo, em pé
Mas o pior dessa situação
É que o meu sapato branco
Estava todo queimado pelo sol
Motivo pelo qual estou falando
E uma cadeira esta sobrando
Na sala de jantar

Quem é que sabe?

Quem é que sabe, quem sabe da história
Daquele macaco que bebe cerveja
Não sabe que, quando se está
Com a bola no espaço, não tem erro não

O barnabé
É o compadre da candinha
Trabalha duro da noite pro dia
E molha a palavra no bar do João
Com o copo na mão
Fala ainda do Peixe-espada que voa
Faz o tempo andar à ré
E chama no grito na feira do Zé

Cabeça Feita

Cabeza dura, hermano, puedes acercarte
Que nuestra charla es amigable, no necesitas asustarte
Mi amigo, presta atención a lo que te digo
Este lugar está caro y no hay tiempo para sentarse
Acércate más quien es más astuto
Guardo el grito y no acierto de aquí para allá
Y digo una vez, nadie insista
Para que mi punto de vista no cambie de lugar

¿Cuál es tu rollo, eh?

Pero la verdad es que mi mariposa
Estaba en tu cajón
Y no tenía la llave (hallado)
Tu corazón estaba aquí conmigo
Te busco y no logro
Para sujetar mi cabello, de pie
Pero lo peor de esta situación
Es que mis zapatos blancos
Estaban todos quemados por el sol
Motivo por el cual estoy hablando
Y una silla está de más
En el comedor

¿Quién sabe?

Quién sabe, quién sabe la historia
De aquel mono que bebe cerveza
No sabe que, cuando se tiene
La pelota en el espacio, no hay error

El barnabé
Es el compadre de la candinha
Trabaja duro de noche a día
Y moja la palabra en el bar de Juan
Con el vaso en la mano
Habla incluso del Pez Espada que vuela
Hace el tiempo andar hacia atrás
Y llama a gritos en la feria de José

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