Costeiro
Eu não pedi,eu não pedi
Pra morar junto das barrancas do uruguai
Aqui nasci aqui cresci
Pois este rio é como se fosse meu pai
O manto verde costeando as águas prateadas
Que sem saber levam romance nos remansos
Enquanto o velho pescador atira a linha
Puxo farinha sou chibeiro e não me canso
Sei que é arriscado e perigoso o contrabando
Mas eu só vivo se puder contrabandear
Não sei se é vicio ou amor pelo perigo
Que assim que chego dá vontade de voltar
Eu não pedi,eu não pedi
Pra morar junto das barrancas do uruguai
Aqui nasci aqui cresci
Pois este rio é como se fosse meu pai
A noite toda em companhia de tuas águas
O dia inteiro com tuas águas conversando
Eu te pertenço e tu faz parte do meu mundo
Contra as marés da vida nós vamos remando
Enquanto canto teus encantos velho rio
Lembro o piazito calça curta pés no chão
Meio sestroso de chegar até as barrancas
Por que disseram que aparece assombração
Hoje este medo já se foi águas abaixo
Nas mesmas águas o meu canto também vai
Mas o piazito renasce todas as noites
Numa chalana atravessando o uruguai
Eu não pedi,eu não pedi
Pra morar junto das barrancas do uruguai
Aqui nasci aqui cresci
Pois este rio é como se fosse meu pai
Costeiro
No pedí, no pedí
Para vivir junto a las orillas del Uruguay
Aquí nací, aquí crecí
Pues este río es como si fuera mi padre
El manto verde bordeando las aguas plateadas
Que sin saber llevan romance en los remansos
Mientras el viejo pescador tira la línea
Tiro harina, soy contrabandista y no me canso
Sé que es arriesgado y peligroso el contrabando
Pero solo vivo si puedo contrabandear
No sé si es vicio o amor por el peligro
Que apenas llego, me dan ganas de volver
No pedí, no pedí
Para vivir junto a las orillas del Uruguay
Aquí nací, aquí crecí
Pues este río es como si fuera mi padre
Toda la noche en compañía de tus aguas
Todo el día conversando con tus aguas
Te pertenezco y eres parte de mi mundo
Contra las mareas de la vida remamos juntos
Mientras canto tus encantos, viejo río
Recuerdo al niño de pantalones cortos y pies descalzos
Un poco asustado de llegar a las orillas
Porque dijeron que aparecen espíritus
Hoy ese miedo se ha ido río abajo
En esas mismas aguas mi canto también va
Pero el niño renace todas las noches
En una chalana cruzando el Uruguay
No pedí, no pedí
Para vivir junto a las orillas del Uruguay
Aquí nací, aquí crecí
Pues este río es como si fuera mi padre
Escrita por: Jorge Guedes / Telmo Torres