395px

Soledad

Jorgens

Solidão

Um dia a solidão bateu na minha porta
Eu atendi e chamei ela pra entrar
Que tal tomar um chá?
Me conta tudo o que você tiver pra ensinar

Ela me disse que no mundo nada importa
Que o medo é necessário para sobrevivência
Que a vida é mero acaso da ciência
E as pessoas já não valem mais a pena

Disse que amigos não existem de verdade
E no final ninguém vai se lembrar de mim
Que a vida é mesmo assim
A gente nasce pra morrer e morre sem saber a verdade

Então me diz o que faço pra me ver feliz
Se eu já segui todos os passos que sociedade diz
Mudei os meus compassos pra me encaixar
Quero encontrar o meu espaço
Mas não tem lugar

E alvoroçado eu me precipito
Tropeço nas palavras e caiu de boca em boca
Pra calar todo o barulho dessa solidão
Fui me tornando obsoleto feito telefone fixo

Notei que pra mim esse amor não cabe no bolso
Nem cabe na boca
Escorre pelo corpo e dentre as tuas coxas
Na colisão da pele
Acho que me encontrei

Então me diz o que faço pra me ver feliz
Se eu já segui todos os passos que sociedade diz
Mudei os meus compassos pra me encaixar
Quero encontrar o meu espaço
Mas não tem lugar

Soledad

Un día la soledad llamó a mi puerta
Le abrí y la invité a entrar
¿Qué tal tomar un té?
Cuéntame todo lo que tengas para enseñar

Me dijo que en el mundo nada importa
Que el miedo es necesario para sobrevivir
Que la vida es solo un capricho de la ciencia
Y que las personas ya no valen la pena

Dijo que los amigos no son reales
Y al final nadie se acordará de mí
Que la vida es así
Nacemos para morir y morimos sin saber la verdad

Entonces dime qué hago para ser feliz
Si he seguido todos los pasos que la sociedad dicta
Cambié mis ritmos para encajar
Quiero encontrar mi lugar
Pero no hay sitio

Y agitado me precipito
Tropiezo con las palabras y caigo de boca en boca
Para acallar todo el ruido de esta soledad
Me fui volviendo obsoleto como un teléfono fijo

Me di cuenta de que este amor no cabe en mi bolsillo
Ni en mi boca
Se escurre por el cuerpo y entre tus muslos
En el choque de la piel
Creo que me encontré a mí mismo

Entonces dime qué hago para ser feliz
Si he seguido todos los pasos que la sociedad dicta
Cambié mis ritmos para encajar
Quiero encontrar mi lugar
Pero no hay sitio

Escrita por: Diaz / Dimitri Parra