395px

La Terminal de Autobuses

José Fortuna

A Rodoviária

Quando saltei na Rodoviária
Daquela vila do interior
De muito longe, desesperado
Fui a procura do meu amor
Milhões de rostos vi em minha frente
E o rosto dela não apareceu
Na grande selva de minha vida
Foi folha morta que se perdeu

Também na grande Rodoviária
De meu destino perdido estou
Ônibus chegam, ônibus partem
Não sei se fico, não sei se vou
Por corredores, portas e salas
Barulho, gente, vozes enfim
O meu caminho ficou sem rumo
Na encruzilhada dentro de mim

Chamei, gritei, perguntei por ela
À multidão que me rodeava
Não fui ouvido porque os outros,
Igual a mim também esperavam
Rodoviária,ponto de encontro
De estradas mil que de longe vêm
Leva saudade, traz esperança
Gente que está a esperar também

La Terminal de Autobuses

Cuando bajé en la Terminal de Autobuses
de aquel pueblo del interior
Desde muy lejos, desesperado
Fui en busca de mi amor
Vi millones de rostros frente a mí
Y su rostro no apareció
En la gran jungla de mi vida
Fue una hoja muerta que se perdió

También en la gran Terminal de Autobuses
Estoy perdido en mi destino
Los autobuses llegan, los autobuses parten
No sé si me quedo, no sé si me voy
Por pasillos, puertas y salas
Ruido, gente, voces al fin
Mi camino quedó sin rumbo
En la encrucijada dentro de mí

Llamé, grité, pregunté por ella
A la multitud que me rodeaba
No fui escuchado porque los demás,
Al igual que yo, también esperaban
Terminal de Autobuses, punto de encuentro
De mil caminos que vienen de lejos
Lleva nostalgia, trae esperanza
Gente que también está esperando

Escrita por: