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Palmeira das Missões

José Mendes

Palmeira das Missões

Sempre me vem à memória
Embora a gente não queira
Que a fama de desordeira
Aqueles feitos de glória
Quem não conhece a história
Deste povo de Palmeira
Emprestando seu calor
Em hora bem inspirada
Entre a sombra da ramada
Embalou seu velho amor
Foi quando nasceu com dor
Uma façanha arriscada

Sempre certa nas teorias
Nos princípios que sufraga
E nunca reclamou a paga
Fez muitas autonomias
Elevou em freguesia
Sede de barcos e obradas
Pensando menos em si
Valorosa e triunfal
Da luta pelo ideal
Descobriu Aceveri
E também Miraguaí
Outro tanto Crissiumal

Terminou a velha rixa
Com as gentes do Boricá
Certa que plantando dá
E nunca perdeu a linha
Repetiu Vaz de Caminha
Em São Martinho, Humaitá
Com a turma exasperada
Soube evitar o atrito
Atenta ouviu o grito
Moderna e civilizada
Que partiu em arrancada
Lá no Rodeio Bonito

Inaugurando Três Passos
Um pouco além da Guarita
Outra cidade bonita
Saída de seus regaços
Não lhe negaram abraços
Quando cortaram a fita
Tem marcha de passarela
Contemplou entusiasmada
Nas festas de emancipadas
O desfilar de Portela
Ou mesmo fugindo dela
Erval Seco e a Chapada

Aquilo que eu mais louvo
É a crença conservadora
Mãe amiga e protetora
Senhora de muito povo
Deu a luz a Campo Novo
Santo Augusto e Redentora
Com seu porte de alteza
Dona de um poder viril
Desce um pouco pra o arril
Pediu ela Fortaleza
Todos juraram firmeza
Pelas glórias do Brasil

Soberana na atitude
Nos tempos do coronel
Decantada no quartel
Teve ela uma virtude
Criando estância saúde
Antigas águas do mel
Não há quem não descambe
E louves a vanguardeira
Pelos lauréis da guerreira
Pelo valor que se expande
Na integração do Rio Grande
Quem não conhece Palmeira
Na integração do Rio Grande
Quem não conhece Palmeira

Palmeira das Missões

Siempre viene a mi memoria
Aunque uno no quiera
Que la fama de desordenada
Esos hechos de gloria
Quien no conoce la historia
De este pueblo de Palmeira
Dando su calor
En un momento bien inspirado
Entre la sombra del ramal
Arrulló a su viejo amor
Fue cuando nació con dolor
Una hazaña arriesgada

Siempre segura en las teorías
En los principios que sostiene
Y nunca reclamó la paga
Hizo muchas autonomías
Elevó en parroquia
Sede de barcos y trabajos
Pensando menos en sí misma
Valiente y triunfal
De la lucha por el ideal
Descubrió Aceveri
Y también Miraguaí
Otro tanto Crissiumal

Puso fin a la vieja disputa
Con la gente de Boricá
Segura de que sembrando se cosecha
Y nunca perdió el rumbo
Repitió a Vaz de Caminha
En São Martinho, Humaitá
Con la multitud exasperada
Supo evitar el conflicto
Atenta escuchó el grito
Moderna y civilizada
Que partió en carrera
Allá en Rodeio Bonito

Inaugurando Tres Passos
Un poco más allá de Guarita
Otra ciudad bonita
Salida de sus brazos
No le negaron abrazos
Cuando cortaron la cinta
Tiene paso de pasarela
Contempló entusiasmada
En las fiestas de emancipación
El desfile de Portela
O incluso huyendo de ella
Erval Seco y la Chapada

Lo que más elogio
Es la creencia conservadora
Madre amiga y protectora
Señora de mucha gente
Dio a luz a Campo Novo
Santo Augusto y Redentora
Con su porte de alteza
Dueña de un poder viril
Baja un poco para el arrabal
Pidió ella Fortaleza
Todos juraron firmeza
Por las glorias de Brasil

Soberana en la actitud
En tiempos del coronel
Cantada en el cuartel
Tuvo ella una virtud
Creando un balneario de salud
Antiguas aguas del manjar
No hay quien no se incline
Y alabe a la vanguardista
Por los laureles de la guerrera
Por el valor que se expande
En la integración de Rio Grande
Quien no conoce Palmeira
En la integración de Rio Grande
Quien no conoce Palmeira

Escrita por: José Mendes e Odalgiro Correia