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Tributo a Gildo de Freitas

Juarez Dall Agnol

Tributo a Gildo de Freitas

Me chamam de gildo e não sou diferente
Não tenho talento mas tenho grossura
Poeta eu sou e tenho vocação
Apenas me falta talento e cultura

Me chamam de gildo me sinto honrado
Eu já não aceito essa comparação
Um grande poeta já fui consagrado
Por outro poeta do pago e patrão

O gildo se foi mas até nem parece
Porque aqui estou imitando a grossura
Do gildo de freitas que todos conhecem
Espalhando no pago, talento e cultura

Na sola da bota eu fui falquejado
Dançando com a prenda num baile de rancho
Mostrei que sou grosso e não ando armado
Estando sozinho eu fico é mais manso

O gildo de freitas mostrou seu talento
Não tinha vergonha da sua grossura
Suas marcas estavam perdidas no tempo
De volta pro pago eu semeio a cultura

Não pense que agora aqui é diferente
Sou xucro temido e não tenho capricho
Dos tempos passados com o gildo presente
Armava uma briga e estourava o boxincho

O gildo de todos temido e valente
Andando na estância ensinando a pionada
No meu ctg ele esteve presente
Tocando um baile até o relente

O gildo de freitas tinha seus caprichos
Bebia na guampa e passava pra diante
Depois da rodada ele armava o boxincho
Montava o cavalo e sumia no horizonte

Tributo a Gildo de Freitas

Me llaman Gildo y no soy diferente
No tengo talento pero sí tengo rudeza
Poeta soy y tengo vocación
Sólo me falta talento y cultura

Me llaman Gildo y me siento honrado
Ya no acepto esa comparación
Un gran poeta fui consagrado
Por otro poeta del pago y patrón

Gildo se fue pero ni siquiera parece
Porque aquí estoy imitando la rudeza
De Gildo de Freitas que todos conocen
Esparciendo en el pago, talento y cultura

En la suela de la bota fui desafiado
Bailando con la prenda en un baile de rancho
Mostré que soy tosco y no ando armado
Estando solo, me vuelvo más dócil

Gildo de Freitas mostró su talento
No tenía vergüenza de su rudeza
Sus marcas estaban perdidas en el tiempo
De vuelta al pago siembro la cultura

No pienses que ahora aquí es diferente
Soy rústico temido y no tengo delicadeza
De los tiempos pasados con Gildo presente
Armando una pelea y estallando el boxincho

Gildo, temido y valiente por todos
Caminando en la estancia enseñando a la peonada
En mi centro tradicionalista él estuvo presente
Tocando un baile hasta el amanecer

Gildo de Freitas tenía sus caprichos
Bebía en la guampa y pasaba adelante
Después de la ronda armaba el boxincho
Montaba el caballo y desaparecía en el horizonte

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