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Quemando la lengua

Juçara Marçal

Queimando a Língua

É reto e sem risco
Queimando a língua
De fogo, sem grilo
De qualquer jeito

De quase isso
De quase nada
É séria é bruta
Dissimulada
De nada serve
Sem ombro amigo
Com febre e confusa
E um precipício

E quase tudo
E quase fujo
Desvio teu riso
E me antecipo

Sem rosto, sem vício
Eu não existo

Não enxergo o final, interrompo o tempo aqui
Em você
Eu guio seus dedos me inclino pro sim
Em sinal, nem que eu queira compreender
Esse amor

Um tiro sem norte
Fugindo a regra
Dispara sem corte
O nome dela

E quase acerto
Seu endereço
Descubro, derramo
Um nome nela
Sua boca, seu dente
E o encarnado
Que corta e desmente
Meu samba armado

Que quase inventa
Uma novela
Pra ter seu instante
Ao lado dela

Sem rosto, sem vício
Eu não existo

Não enxergo o final, interrompo o tempo aqui
Em você
Eu guio seus dedos me inclino pro sim
Nem sinal, nem que eu queira compreender
Esse amor

Quemando la lengua

Es un desafío y sin riesgo
Quemando la lengua
De fuego, sin preocupaciones
De cualquier manera

Casi eso
Casi nada
Es seria, es bruta
Disimulada
De nada sirve
Sin un hombro amigo
Con fiebre y confundida
Y un precipicio

Y casi todo
Casi huyo
Desvío tu risa
Y me adelanto

Sin rostro, sin vicio
Yo no existo

No veo el final, detengo el tiempo aquí
En ti
Guío tus dedos, me inclino por el sí
En señal, aunque no quiera comprender
Este amor

Un disparo sin rumbo
Escapando de la regla
Dispara sin cortes
El nombre de ella

Y casi acierto
Tu dirección
Descubro, derramo
Un nombre en ella
Tu boca, tu diente
Y el encarnado
Que corta y desmiente
Mi samba armado

Que casi inventa
Una novela
Para tener su momento
Al lado de ella

Sin rostro, sin vicio
Yo no existo

No veo el final, detengo el tiempo aquí
En ti
Guío tus dedos, me inclino por el sí
Ni señal, aunque no quiera comprender
Este amor

Escrita por: Alice Coutinho / Romulo Froes