Sem Cais
Mar agitado nas praias de ultramar
Não terá boias pra nos salvar
Fera holográfica semeia o ventre
Que ninguém nunca mais quis semear
Sangra a moral dos filhos e netos que vão
Amesquinhados sem nem mesmo decidir
Se os devires que trazem vão resistir
Ao sangramento da terra que vão cobrir
A intolerância, a loucura de todos nós
Emojis não vão qualificar
Desavisados emulam o futuro
Porta aberta que bateu lá atrás
Terras possíveis nos quase bilhões de sóis
Que jamais deuses irão negar
Sempre sentido, sem medo de decidir
Quanta esperança que já não vai acudir
Vamos embora, vamos embora daqui
Abnegados surfando o mar que advir
Das tempestades, a força que adquiri
Não tem cais, onde hei de parar
Mar agitado nas praias de ultramar
Não terá boias pra nos salvar
Fera holográfica semeia o ventre
Que ninguém nunca mais quis semear
Sangra a moral dos filhos e netos que vão
Amesquinhados sem nem mesmo decidir
Se os devires que trazem vão resistir
Ao sangramento da terra que vão cobrir
A intolerância, a loucura de todos nós
Emojis não vão qualificar
Sin Muelle
Mar agitado en las playas de ultramar
No habrá boyas para salvarnos
Una bestia holográfica siembra el vientre
Que nadie nunca más quiso sembrar
Sangra la moral de hijos y nietos que van
Aplastados sin siquiera decidir
Si los futuros que traen van a resistir
Al sangrado de la tierra que van a cubrir
La intolerancia, la locura de todos nosotros
Los emojis no van a calificar
Desprevenidos emulan el futuro
Puerta abierta que se cerró allá atrás
Tierras posibles en los casi mil millones de soles
Que jamás los dioses negarán
Siempre sintiendo, sin miedo de decidir
Cuánta esperanza que ya no va a acudir
Vámonos, vámonos de aquí
Abnegados surfeando el mar que vendrá
De las tormentas, la fuerza que adquirí
No hay muelle, dónde he de parar
Mar agitado en las playas de ultramar
No habrá boyas para salvarnos
Una bestia holográfica siembra el vientre
Que nadie nunca más quiso sembrar
Sangra la moral de hijos y nietos que van
Aplastados sin siquiera decidir
Si los futuros que traen van a resistir
Al sangrado de la tierra que van a cubrir
La intolerancia, la locura de todos nosotros
Los emojis no van a calificar
Escrita por: Juçara Marçal / Kiko Dinucci / Negro Leo