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Canción de la Metrópoli (Sinfonía de la Necrópolis)

Juliana Rojas

Canção da Metrópole (Sinfonia da Necrópole)

Uma luz que se apaga
Outra luz que acende
Se repete e propaga
Feito um curso insistente

Cidade confusa e estranha
Automóveis lhe rasgam as entranhas
Você me assustou no início
Depois virou meu vício

Ficou difícil te abandonar
Então eu me esforcei para encontrar
Um canto meu, e me assentar
Quando julguei ter você inteira
Na palma da mão
Numa rasteira, você virou o rosto
Me jogou no chão

Hoje sou espectador, resignado
É minha sorte ser, sozinho e errado
Eu olho a cidade, com meu canto eu indago
Existe alguém como eu do outro lado

Cidade pulsante e torta
Um caos que me conforta
Esquinas em contradição
Uma chance de reinvenção

Procure olhar atento
Sob a carcaça de cimento
A cidade é feita de gente em fluxo
Como o sangue quente

Executivos astutos
Firmam contratos e cheques
Prostitutas famintas
Devoram um marmitex

Gerentes estressados
Madames bem-casadas
Encaram os desgraçados
Que moram nas calçadas
Calculam seu destino
E economizam tempo
Um bêbado fala sozinho
E se detém um momento
Mesmo sendo triste
Tem seu encantamento

E eu sou espectador, resignado
É minha sorte ser
Sozinho e errado
Eu olho a cidade, com meu canto eu indago
Existe alguém como eu do outro lado

Canción de la Metrópoli (Sinfonía de la Necrópolis)

Una luz que se apaga
Otra luz que se enciende
Se repite y se propaga
Como un curso persistente

Ciudad confusa y extraña
Los automóviles le rasgan las entrañas
Me asustaste al principio
Luego te convertiste en mi vicio

Fue difícil abandonarte
Así que me esforcé por encontrar
Un rincón propio, y establecerme
Cuando creí tenerte completa
En la palma de mi mano
De repente, diste la vuelta
Me arrojaste al suelo

Hoy soy un espectador resignado
Es mi suerte ser, solo y equivocado
Miro la ciudad, con mi canto pregunto
¿Existe alguien como yo al otro lado?

Ciudad palpitante y torcida
Un caos que me reconforta
Esquinas en contradicción
Una oportunidad de reinventarse

Procura mirar atentamente
Bajo la carcasa de cemento
La ciudad está hecha de gente en movimiento
Como la sangre caliente

Ejecutivos astutos
Firman contratos y cheques
Prostitutas hambrientas
Devoran un almuerzo

Gerentes estresados
Señoras bien casadas
Enfrentan a los desdichados
Que viven en las aceras
Calculan su destino
Y ahorran tiempo
Un borracho habla solo
Y se detiene un momento
Aunque sea triste
Tiene su encanto

Y yo soy un espectador resignado
Es mi suerte ser
Solo y equivocado
Miro la ciudad, con mi canto pregunto
¿Existe alguien como yo al otro lado?