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Balance del Viento

Julinho

Balanço do Vento

Essa viola já foi árvore
Já balançou com o vento
Foi pouso de boiadeiro
E hoje é um lindo instrumento

Foi nascida lá no mato
E criada no relento
Hoje vive na cidade
Demonstrando seu talento

Viola no meu passado
Na sua sombra dormi
O seu perfume gostoso
Quantas vezes eu senti

Viola seus lindos galhos
Foram pouso da juriti
Me despertava cedinho
O cantador bem-te-vi

Viola por sua causa
Quantas vezes eu chorei
Quantas noites no sereno
O seu corpinho abracei

Viola por seu ponteado
Quanto pranto derramei
Com seu jeito de mocinha
Do sertão tu és a rainha
Não pude ser o seu rei

Viola as suas cordas
Quando tocam me arrepia
Nas mãos de outros violeiros
Que te aperta e judia

Viola o meu ciúme
Por você virou mania
Se eu te vejo em outros braços
Eu sinto grande agonia

Viola eu não me conformo
Com a evolução do tempo
Pois transformaram você
De árvore para instrumento

Viola por causa disso
É grande o meu sofrimento
Porque seus galhos floridos
Não sai do meu pensamento
Porque seus galhos floridos
Não sai do meu pensamento

Balance del Viento

Esta guitarra solía ser un árbol
Ya ha bailado con el viento
Fue refugio de vaqueros
Y hoy es un hermoso instrumento

Nacida en el monte
Y criada a la intemperie
Hoy vive en la ciudad
Demostrando su talento

Guitarra en mi pasado
En su sombra dormí
Su perfume delicioso
Cuántas veces sentí

Guitarra, sus hermosas ramas
Fueron refugio de la juriti
Me despertaba temprano
El cantor bien-te-vi

Guitarra por tu causa
Cuántas veces lloré
Cuántas noches al sereno
Tu cuerpecito abracé

Guitarra por tu punteo
Cuánto llanto derramé
Con tu aire de jovencita
Del sertón, eres la reina
No pude ser tu rey

Guitarra, tus cuerdas
Cuando suenan me erizan
En manos de otros guitarristas
Que te aprietan y maltratan

Guitarra, mi celos
Por ti se volvió manía
Si te veo en otros brazos
Siento una gran agonía

Guitarra, no me conformo
Con la evolución del tiempo
Pues te transformaron
De árbol a instrumento

Guitarra por eso
Es grande mi sufrimiento
Porque tus ramas florecidas
No salen de mi pensamiento
Porque tus ramas florecidas
No salen de mi pensamiento

Escrita por: Cidão Carreiro / Dirceu Melecardi