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Boiadeiro Arrepentido

Julinho

Boiadeiro Arrependido

(Boiadeiro de palavra)
(Só para fazer pirraça)
(Fez a morena careca)
(Dar uma volta na praça)

(Depois de um certo tempo)
(De tudo se arrependeu)
(Voltou na casa do sogro)
(Vejam só o que aconteceu)

Boiadeiro de palavra
Com instintos irracionais
Daqueles homens valentes

Quando ele fala ele faz
A esposa cortou o cabelo
Ele não quis ela mais

Ele se sentiu traído
Com seu orgulho ferido
Devolveu ela a seus pais

Depois de um mês separado
E o casamento desfeito
Ao sentir-se tão sozinho

Ele refletiu direito
Voltou na casa do sogro
E foi dizendo desse jeito

Com seu orgulho no chão
Pra ela pediu perdão
De tudo que tinha feito

A moça pegou o embrulho
E foi lhe dizendo isso
Aqui está o seu tesouro

Eu guardei pensando nisso
Faça dele o que quiser
Mas de você eu desisto

Não pretendo mais lhe ver
Pode levar meus cabelos
Mas esqueça que eu existo

A moça ainda lhe disse
Por favor, me deixe em paz
Por um corte de cabelo

Você foi longe demais
Só me resta lhe dizer
Minhas palavras finais

Não quero ouvir sussurro
Não vou lhe chamar de burro
Por respeito aos animais

Boiadeiro Arrepentido

(Boiadeiro de palabra)
(Solo para molestar)
(Hizo calva a la morena)
(Dar una vuelta en la plaza)

(Después de un cierto tiempo)
(Se arrepintió de todo)
(Volvió a la casa del suegro)
(Miren lo que pasó)

Boiadeiro de palabra
Con instintos irracionales
De esos hombres valientes

Cuando él habla, él hace
La esposa se cortó el cabello
Él ya no la quiso

Se sintió traicionado
Con su orgullo herido
La devolvió a sus padres

Después de un mes separados
Y el matrimonio deshecho
Al sentirse tan solo

Reflexionó adecuadamente
Volvió a la casa del suegro
Y le dijo de esta manera

Con su orgullo en el suelo
Le pidió perdón
Por todo lo que había hecho

La chica tomó el paquete
Y le dijo esto
Aquí está tu tesoro

Lo guardé pensando en esto
Haz con él lo que quieras
Pero de ti desisto

No pretendo verte más
Puedes llevarte mis cabellos
Pero olvida que existo

La chica aún le dijo
Por favor, déjame en paz
Por un corte de cabello

Fuiste demasiado lejos
Solo me queda decirte
Mis palabras finales

No quiero escuchar susurros
No te llamaré burro
Por respeto a los animales

Escrita por: Cidão Carreiro / Julinho / Sebastião Figueiredo