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Más de lo Mismo

Julio Caldas

Mais do Mesmo

Passo os dias sentado
Na soleira da porta
Escutando o barulho
Daquelas carroças

Passo os olhos em volta
Não vejo saída
Apenas encontros
Depois despedidas

O que posso dizer: Mais do mesmo

É o vento que sopra
E levanta poeira
Tremula os trapos
Da velha Bandeira

É o galope rasteiro
Do vaqueiro distante
É a espora da bota
E o som do berrante

O que posso dizer: Mais do mesmo

Pergunto ao moço
Se é sempre assim
Ele fica sem jeito
Nem olha pra mim

Mais um ano chegou
Construíram palanques
Garantiram de novo
Não será como antes

Más de lo Mismo

Paso los días sentado
En el umbral de la puerta
Escuchando el ruido
De esas carretas

Miro a mi alrededor
No veo salida
Solo encuentros
Luego despedidas

Lo que puedo decir: Más de lo mismo

Es el viento que sopla
Y levanta polvo
Agita los trapos
De la vieja Bandera

Es el galope rastrero
Del vaquero distante
Es la espuela de la bota
Y el sonido del berrante

Lo que puedo decir: Más de lo mismo

Pregunto al joven
Si siempre es así
Se pone incómodo
Ni me mira

Otro año ha llegado
Construyeron palcos
Aseguraron de nuevo
No será como antes

Escrita por: Júlio Caldas / Cláudio Diolu