José Ferreira
José Ferreira veio de longe
De Sergipe Aracajú
Passava fome e comia de tudo
Rato, Calango e até Urubu
Pegou seus panos e veio-se embora
Pela estrada aí afora
Veio ele e seus oito filhos
Um punhado de tangerina
E a Cristina, sua mulher
Conhecer o Rio de Janeiro
Trabalhar o dia inteiro
E fazer muito dinheiro
Ficou na dúvida este Estado
Qual morro fará o seu arado
Sua casa davam só cinco pessoas
Dormem muito apertado
Um por cima do outro está aconchegado
Que vida ruim na rua vendendo amendoim
Sua mulher estava animada foi para a esquina vender cocada
É melhor comer angu sem agrião
Do que lá de barriga inchada
Sem um caroço de feijão
Quatro filhos estão na escola do estado
Vão um dia e faltam um bocado
O resto perto da lanchonete de camelô vendendo chiclete
Vivem aqui pensando no nordeste mas José de lá
Não se esquece
José Ferreira
José Ferreira vino de lejos
Desde Sergipe Aracajú
Pasaba hambre y comía de todo
Ratas, lagartijas e incluso buitres
Tomó sus trapos y se fue
Por el camino adelante
Vino él y sus ocho hijos
Un puñado de mandarinas
Y Cristina, su mujer
Conocer Río de Janeiro
Trabajar todo el día
Y ganar mucho dinero
Estaba indeciso en este Estado
Qué cerro hará su arado
Su casa solo daba para cinco personas
Duermen muy apretados
Uno encima del otro está acomodado
Qué vida difícil en la calle vendiendo maní
Su mujer estaba emocionada, fue a la esquina a vender cocadas
Es mejor comer angu sin berro
Que allá con la barriga hinchada
Sin un grano de frijol
Cuatro hijos están en la escuela estatal
Van un día y faltan un montón
El resto cerca de la lanchonete del vendedor ambulante vendiendo chicles
Viven aquí pensando en el nordeste pero José de allá
No se olvida