Cara Nata
Talvez quando outro me chamar de amor, você de valor
Que o som dessa melodia toque mais alto que a dor
Pra ser só precisa querer, tô com saudade de você
Da sua cara nata fofa entediada, me espera
Na minha calçada, que eu tô indo, que eu tô vindo
Por você com você
Não fala que não, me pega então, me mostra
O que é ser o que diz, nossa última vez
Me devora no olhar, mas antes de seguir
Vou morrer um pouco aqui
Quando é que eu vou ser o seu amor
De um nome não formal nunca me chamou
Mas talvez amar só tenha um prazo
Ou será que eu entendo tudo errado
A gente é feliz e não sabe, alegria que passa despercebida
Mas valoriza que hoje é uma fase, e amanhã era feliz e não sabia
Quero sair dessa prisão, que eu mesma construí
Que eu mesma decorei, com pedaços de lembranças
As paredes do meu coração
As piadas foram esquecidas, talvez ocultamente atualizadas
E às vezes me vejo eu rio sozinha
Felicidade chama uma nova estrada
Sou muito grata a quem me ajudou quando eu não era nada
Dentro de mim existe um véu que divide o obrigada e tu não vale nada
Pra ser não adianta só um, tive saudade de você
Cara Nata
Tal vez cuando otro me llame amor, tú valores
Que el sonido de esta melodía suene más alto que el dolor
Para ser solo necesitas querer, te extraño
Tu cara natural linda aburrida, me espera
En mi acera, que voy, que vengo
Por ti, contigo
No digas que no, tómame entonces, muéstrame
Lo que es ser lo que dices, nuestra última vez
Me devora con la mirada, pero antes de seguir
Voy a morir un poco aquí
¿Cuándo seré tu amor?
Nunca me llamaste por un nombre informal
Pero tal vez amar solo tiene un plazo
O será que entiendo todo mal
Somos felices y no lo sabemos, alegría que pasa desapercibida
Pero valora que hoy es una etapa, y mañana era feliz y no lo sabía
Quiero salir de esta prisión, que yo misma construí
Que yo misma decoré, con pedazos de recuerdos
Las paredes de mi corazón
Las bromas fueron olvidadas, tal vez secretamente actualizadas
Y a veces me veo y río sola
La felicidad llama a un nuevo camino
Estoy muy agradecida con quien me ayudó cuando no era nada
Dentro de mí hay un velo que divide el gracias y tú no vales nada
Para ser no basta con uno solo, te extrañé
Escrita por: Jullyana Fresan